Como foi planejado o espetáculo de drones de Alok na virada do ano

Atualizado em 2 de janeiro de 2026 às 12:33
Alok em show na Praia de Copacabana. Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo

O show de Réveillon em Copacabana teve um ponto de virada por volta das 2h do primeiro dia de 2026, quando Alok assumiu o palco principal da orla. Antes dele, a noite já havia reunido nomes como Gilberto Gil, Ney Matogrosso e João Gomes, mas foi a entrada do DJ que marcou o momento mais tecnológico da virada.

Enquanto Alok caminhava até a pick-up para iniciar o set, drones começaram a formar mensagens luminosas no céu, convidando o público para a chamada “rave Copa”. Em seguida, uma sequência de animações tomou conta do alto da praia, incluindo um rosto gigante desejando feliz ano novo à multidão reunida em Copacabana.

A cidade do Rio de Janeiro foi o principal tema visual do espetáculo aéreo. Os drones desenharam imagens das ondas do calçadão, do Bondinho do Pão de Açúcar, de dançarinos de passinho, jogadores de altinha e até de um Cristo surgindo sobre o mar, em referência direta ao Cristo Redentor. Veja:

Em entrevistas anteriores, o artista já havia adiantado que o Cristo faria parte da apresentação, mas o resultado final superou a expectativa. O set de abertura misturou funk com ritmos brasileiros como frevo e axé, em uma proposta pensada especificamente para celebrar a cidade e dialogar com o público local.

“Existe um grande time trabalhando comigo há meses para tornar tudo isso possível. São profissionais de tecnologia, criação, produção, segurança e arte. No espetáculo com drones, nada acontece de forma improvisada: tudo é executado de maneira precisa para ser grandioso e, ao mesmo tempo, seguro”, disse ao jornal O Globo.

À medida que a música avançava, os drones se moviam em perfeita sincronia com as batidas, traduzindo sons em imagens. Segundo Alok, o espetáculo foi planejado ao longo de meses por equipes de tecnologia, criação, produção, segurança e arte, com cada movimento previamente programado para garantir precisão e segurança.

O balé aéreo contou com 1.250 drones, integrados à nova queima de fogos lançada das balsas na orla e aos efeitos de luz disparados do palco. A combinação transformou o céu de Copacabana em parte central do show e levou a multidão a reagir intensamente até o fim da apresentação.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.