
Essa é a Folha sempre cuidadosa, dessa vez com uma figura já condenado por atitude nazista. Está na chamada de capa:
“Moraes manda Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, para prisão por suposta violação”
Para a Folha, a violação, por ter burlado medida que proíbe uso de redes sociais, é suposta.
Ora, o ministro está dizendo que ele burlou a lei e por isso determinou a prisão.
O Globo explica, na chamada de capa, o que a Folha finge não saber. Que Martins alega ter cedido as senhas das suas redes a advogados da defesa.
“PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro condenado na trama golpista. Decisão de Moraes ocorre após defesa admitir ter acessado redes sociais do seu cliente”.

Seriam os advogados, e não ele, que estariam acessando as redes sociais. É um truque de fazer rir ajudante de traficante.
O cara cede as senhas, os advogados se dedicam, dizem eles, a apenas pesquisar dados para fazer a defesa, e tudo fica numa boa.
Mesmo se sabendo que Filipe Martins já foi condenado a 21 anos de cadeia como golpista, e que os recursos agora são apenas os protelatórios. Os advogados estariam pesquisando o quê?
Esta é a manchete do Estadão:
“PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após violação de cautelares durante a domiciliar”
O jornalista Aquiles Lins conta, no Brasil 247, detalhes do que a Folha não sabe e por isso acha que Martins pode ser inocente.
Todas as decisões de Alexandre de Moraes, incluindo as que envolvem ativistas nazistas, passarão a ser questionadas pelos jornalões. E assim será durante todo o ano de 2026.