Quem eram os quatro jovens de MG encontrados mortos em Santa Catarina

Atualizado em 3 de janeiro de 2026 às 23:02
Jovens estavam desaparecidos desde o último domingo (28/12). Eles estavam em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis
crédito: Reprodução/PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de quatro jovens do Sul de Minas Gerais encontrados em uma área de mata em Biguaçu, na Região Metropolitana de Florianópolis. As vítimas são Bruno Máximo da Silva, Guilherme Macedo de Almeida, Daniel Luiz da Silveira e Pedro Henrique Prado de Oliveira, que estavam desaparecidos desde a madrugada de 28 de dezembro. Eles moravam havia cerca de dois meses em São José, onde dividiam uma casa no bairro Barreiros. As informações são do Estado de Minas.

Segundo familiares, os quatro viajaram para Santa Catarina em busca de trabalho e atuavam como garçons. O grupo foi visto pela última vez em frente ao imóvel onde morava. Desde o desaparecimento, não houve mais contato com as famílias, o que motivou o registro do caso e o início das buscas pelas autoridades catarinenses.

Os corpos foram localizados na manhã de sábado (3), após informações repassadas à Polícia Militar. De acordo com o capitão Daniel Duering, do Batalhão de Choque, as vítimas estavam amarradas e apresentavam sinais aparentes de mutilação. A identificação preliminar indica que se trata de jovens com idades entre 19 e 28 anos, três naturais de Minas Gerais e um com registro em São Paulo.

Policiais encontram 4 corpos em Biguaçu, na Grande Florianópolis — Foto: Reprodução/Polícia Militar

Em nota, a Polícia Civil informou que já apurava o desaparecimento quando foi acionada para o encontro dos corpos. Perícias foram realizadas no local com apoio da Polícia Científica, e o inquérito ficará sob responsabilidade da Delegacia da Comarca de Biguaçu. A corporação aguarda laudos de necropsia e os exames formais de identificação para a confirmação oficial.

Relatos das famílias apontam que os jovens tinham planos imediatos. Bruno era pai de duas crianças pequenas. Guilherme havia sido aprovado para um novo emprego e comemorou a conquista com a mãe dias antes do desaparecimento. Daniel deixou a casa dos pais afirmando que buscava melhorar a situação financeira da família. Pedro Henrique, o mais novo, falava em juntar dinheiro e construir um futuro melhor.

Apesar de boatos circularem nas redes sociais sobre possível ligação com facções criminosas, a Polícia Civil de Santa Catarina afirma que nenhuma hipótese foi confirmada até o momento. As famílias aguardam informações oficiais das autoridades para a liberação dos corpos e esclarecimento das circunstâncias, autoria e motivação do crime.