
Ao menos 40 pessoas morreram durante o ataque dos Estados Unidos à Venezuela realizado no sábado (3), segundo um oficial venezuelano ouvido pelo ‘The New York Times’. A ofensiva aérea abriu caminho para o sequestro do presidente Nicolás Maduro, que agora deve responder à Justiça em território norte-americano.
De acordo com o jornal, um dos bombardeios matou uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González. Ela vivia em um apartamento em um bairro pobre próximo ao aeroporto de Caracas, atingido durante a madrugada. A informação foi confirmada por familiares e moradores da região.
Wilman González, sobrinho da vítima, relatou que buscou abrigo ao ouvir as explosões por volta das duas da manhã. O apartamento da família ficou completamente destruído. Questionado pelo jornal sobre o que faria após o ataque, afirmou não saber como recomeçar.
Moradores do edifício relataram que outra mulher ficou ferida e precisou ser levada a um hospital. Um vizinho disse ter perdido todos os seus pertences com a ofensiva aérea. As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um balanço oficial detalhado das vítimas civis.
Paralelamente às mortes, a operação resultou na captura de Maduro em solo venezuelano. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o planejamento da ação vinha sendo conduzido havia meses e envolveu ensaios detalhados por tropas de elite dos Estados Unidos.

Militares da Força Delta do Exército americano teriam construído uma réplica do esconderijo de Maduro para simular a incursão em um local fortemente fortificado. A CIA também manteve uma equipe reduzida na Venezuela desde agosto, responsável por mapear a rotina do presidente e fornecer informações estratégicas.
Segundo a Reuters, a agência de inteligência contava ainda com um “ativo” próximo a Maduro, capaz de monitorar seus deslocamentos e confirmar sua localização no momento decisivo da operação. As condições climáticas influenciaram o cronograma final, levando os estrategistas a recomendar que a ofensiva aguardasse menos nuvens.
O aval definitivo foi dado pelo presidente Donald Trump às 22h46 de sexta-feira (2), no horário de Washington, conforme informou o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. A missão recebeu o nome de Operação Resolução Absoluta.
Trump acompanhou o ataque em tempo real de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida. Após o fim da ação, afirmou à Fox News: “Já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso”.