Rui Falcão aciona AGU contra Eduardo Bolsonaro e Bilynskyj por fake news contra Lula

Atualizado em 7 de janeiro de 2026 às 11:14
O deputado federal Rui Falcão (PT-SP). Foto: Reprodução

O deputado federal Rui Falcão (PT) acionou a Advocacia-Geral da União ao protocolar, nesta quarta-feira (7), um Pedido de Providências na Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD) contra Eduardo Bolsonaro e Paulo Bilynskyj. Segundo ele, ambos divulgaram conteúdos falsos que atribuem, sem provas, acusações graves ao presidente Lula e ao PT, justificando a abertura de investigação administrativa e medidas judiciais.

A iniciativa se baseia na Lei nº 14.197/2021, que trata dos crimes contra o Estado Democrático de Direito. O documento enviado à PNDD afirma que as declarações dos dois parlamentares formam “narrativa falsa e articulada”, com imputações de narcoterrorismo, fraude eleitoral e vínculos com organizações criminosas, sem apresentação de provas.

Para Rui Falcão, essas manifestações deixam de ser críticas políticas e passam a configurar ataques institucionais que, em tese, violam tipos penais relativos ao funcionamento dos Poderes da República.

Estratégia coordenada de desinformação, diz o parlamentar

O deputado argumenta que se trata de um caso exemplar do uso sistemático da desinformação como arma política. Ele cita o “modus operandi organizado”, baseado na difusão massiva de falsidades para confundir a população e deslegitimar o Poder Executivo.

A representação destaca ainda que os conteúdos divulgados pretendem comprometer a credibilidade do processo eleitoral e criar dissociação cognitiva por meio de saturação do ambiente informacional.

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). Foto: Reprodução

Solicitações feitas à PNDD

Entre os pedidos, Rui Falcão solicita que a PNDD requisite dados técnicos às plataformas digitais, como a rede X, para identificar indícios de coordenação na divulgação dos conteúdos e possível uso de robôs ou impulsionamento pago.

O documento também pede medidas cautelares para remoção do material considerado ilícito, além da abertura de ação civil pública por danos morais coletivos.

O parlamentar solicita que o procedimento seja enviado ao Supremo Tribunal Federal para avaliação no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news”. Para Falcão, há conexão direta entre o caso e a investigação sobre milícias digitais, o que justificaria atuação conjunta da esfera administrativa e judicial.