
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (7) que a Venezuela utilizará todo o dinheiro obtido com a venda de petróleo para comprar exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos, incluindo itens agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e materiais para infraestrutura elétrica.
Segundo Trump, essa decisão posiciona os Estados Unidos como principal parceiro comercial do país sul-americano, uma escolha “sábia e benéfica para o povo venezuelano e para os Estados Unidos”.
Na terça-feira (6), o presidente americano já havia anunciado que os Estados Unidos venderão entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano no mercado, com a arrecadação sendo controlada por Washington para assegurar que os recursos sejam usados em benefício de ambos os povos.
O Departamento de Energia dos EUA informou que a receita dessas vendas será inicialmente depositada em contas controladas pelo governo norte-americano, uma medida que amplia o controle econômico de Washington sobre os recursos petrolíferos venezuelanos.
Trump:
Acabei de ser informado de que a Venezuela comprará SOMENTE produtos fabricados nos Estados Unidos, com o dinheiro que receberá do nosso novo acordo petrolífero.
Essas aquisições incluirão, entre outras coisas, produtos agrícolas americanos e medicamentos, dispositivos pic.twitter.com/LosB9tsOHT
— Geopoliticabrass (@Geopoliticabra2) January 7, 2026
Fontes da Casa Branca disseram que o governo estabeleceu várias exigências à Venezuela para retomar a produção de petróleo, incluindo a redução de laços com China, Irã, Rússia e Cuba e a parceria exclusiva com os Estados Unidos na produção petrolífera.
Enquanto isso, as forças americanas apreenderam navios petroleiros ligados à Venezuela, incluindo um que navegava sob bandeira russa, como parte da intensificação do controle sobre os carregamentos de petróleo sancionado.
Do lado internacional, a China criticou fortemente o redirecionamento de exportações de petróleo venezuelano que deveriam ser entregues a Pequim, ressaltando a necessidade de proteger seus “direitos e interesses legítimos” no país.
Essa movimentação ocorre num momento de grande tensão geopolítica e econômica, com os Estados Unidos buscando reverter a tradicional dependência venezuelana de parceiros como a China e estabelecer um novo eixo comercial e estratégico centrado em Washington.