
A inflação oficial fechou 2025 em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA acumulou alta de 0,33% em dezembro e voltou ao intervalo da meta após meses acima da margem de tolerância. A variação acumulada em 12 meses é inferior aos 4,83% registrados em 2024.
Segundo o IBGE, a inflação retornou ao intervalo permitido pelo Conselho Monetário Nacional, cuja meta de 3% admite oscilações entre 1,5% e 4,5%. O IPCA estava acima da faixa entre outubro de 2024 e outubro de 2025, mas perdeu ritmo e voltou ao nível esperado. A alta de 0,33% em dezembro acelerou em relação aos 0,18% de novembro, embora represente a menor variação para o mês desde 2018 (0,15%).
Energia elétrica influencia resultado final
As tarifas de energia elétrica residencial registraram deflação de 2,41% em dezembro, após avanço de 1,27% em setembro. A queda foi a principal influência negativa do índice no mês, embora as contas de luz tenham acumulado alta de 12,3% ao longo de 2025.
A redução da bandeira tarifária vermelha Patamar 1 para a amarela contribuiu para o alívio, diminuindo o adicional cobrado por 100 kW/h de R$ 4,46 para R$ 1,885.
Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, afirmou que os reajustes, combinados às bandeiras tarifárias, foram determinantes para a alta acumulada, lembrando que em 2024 as contas de luz ficaram oito meses sem custo adicional.

Como o índice é calculado
O IPCA é calculado com base em 377 produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Cada item tem um peso específico dentro da composição do índice.
O cálculo acompanha nove grupos principais: alimentação e bebidas, artigos residenciais, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.
A coleta mensal do IBGE ocorre nas principais regiões metropolitanas: Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Distrito Federal. Outras cidades também integram o levantamento, como Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.