
Com a saída oficial de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o comando da pasta foi assumido interinamente por Manoel Carlos Almeida Neto, que até então era o secretário-executivo do ministério.
Considerado o número 2 da pasta e colaborador próximo de Lewandowski, ele assume o cargo enquanto o presidente Lula avalia os possíveis nomes para a sucessão. A nomeação de Almeida Neto segue o protocolo tradicional do governo, em que o secretário-executivo assume as responsabilidades administrativas durante a ausência ou transição de um ministro.
Almeida Neto, que já ocupou cargos de destaque no serviço público, tem uma vasta experiência jurídica. Antes de assumir a secretaria-executiva, foi diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional por 8 anos e atuou como procurador-geral municipal.

Também foi secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de 2014, período em que trabalhou diretamente com Lewandowski, então ministro da Corte.
O novo interino é advogado, com doutorado e pós-doutorado em direito pela Universidade de São Paulo (USP). Ele também fez mestrado em direito público, concluído pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em cooperação com a Universidade de Brasília (UnB).
Com a saída de Lewandowski, que se deu após a entrega de uma carta de demissão a Lula, o cargo de ministro da Justiça se torna um ponto estratégico de disputa política no governo. O ex-titular da pasta vinha sinalizando sua saída desde a última semana, apesar do pedido do presidente para que permanecesse até o fim do mês.