
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã deposto na Revolução Islâmica de 1979, convocou neste sábado (10) manifestantes a tomar o controle de cidades em meio aos protestos que se espalham pelo país. A declaração foi feita em publicação na rede social X, enquanto ocorrem os maiores atos contra o regime iraniano em pelo menos três anos.
“Nosso objetivo não é mais simplesmente ir às ruas; o objetivo é nos prepararmos para tomar o centro das cidades e mantê-lo sob nosso controle”, escreveu Pahlavi. Ele vive atualmente nos Estados Unidos e tem feito manifestações públicas frequentes desde o início da nova onda de protestos.
Na mesma mensagem, o herdeiro do xá pediu a adesão de trabalhadores de setores estratégicos da economia. Segundo ele, funcionários de áreas como transporte, petróleo, gás e energia deveriam iniciar uma greve nacional como forma de pressão contra o governo iraniano.
Pahlavi também afirmou que pretende retornar ao país. “Me preparo para retornar à minha pátria e estar com vocês, a grande nação do Irã, quando nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo”, declarou.
Em resposta às manifestações, o Exército do Irã informou que vai proteger infraestruturas estratégicas e propriedades públicas. Em comunicado, as Forças Armadas afirmaram que atuam sob ordens do comando supremo para salvaguardar “os interesses nacionais e o patrimônio público”.
Na véspera, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, acusou manifestantes de agir em nome de potências estrangeiras e afirmou que o governo não tolerará ações de pessoas que atuem como “mercenários a serviço de estrangeiros”. Organizações de direitos humanos relatam mortos, feridos e prisões desde o início dos protestos.