
Neste domingo (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump republicou em sua rede social Truth Social, uma mensagem sugerindo que o secretário de Estado Marco Rubio se torne presidente de Cuba. A repostagem ocorreu a partir de uma publicação feita originalmente na plataforma X.
A mensagem original foi publicada no dia 8 de janeiro por um usuário identificado como Cliff Smith. No texto, ele escreveu: “Marco Rubio será presidente de Cuba”, acompanhado de um emoji de risada. Trump acrescentou ao republicar o conteúdo: “Parece bom para mim!”.

Marco Rubio é filho de imigrantes cubanos e ocupa atualmente o cargo de secretário de Estado no governo Trump. A repostagem não veio acompanhada de explicações adicionais nem de referências a políticas oficiais dos Estados Unidos em relação a Cuba.
O autor da mensagem original descreve-se em sua biografia como um “californiano conservador” e possui menos de 500 seguidores na plataforma X. Apesar do alcance limitado do perfil, o conteúdo ganhou visibilidade após ser compartilhado pelo presidente americano.
A publicação de Trump ocorre cerca de uma semana após o sequestro do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação noturna realizada em Caracas. A ação envolveu forças americanas e resultou na morte de dezenas de agentes de segurança venezuelanos e cubanos.
Após o episódio, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, usou a rede X para comentar acusações relacionadas à atuação cubana em outros países. Ele afirmou que Cuba “não recebe e nunca recebeu compensação monetária ou material por serviços de segurança prestados a qualquer país”.
Rodríguez acrescentou que, diferentemente dos Estados Unidos, Cuba não mantém um governo envolvido em “atividades mercenárias, chantagem ou coerção militar contra outros Estados”. Segundo ele, o país também tem o direito de importar combustível de mercados dispostos a exportá-lo.
O chanceler cubano concluiu declarando que a lei e a justiça estariam do lado de Cuba. Ele acusou os Estados Unidos de atuarem como uma potência hegemônica que ameaça a paz e a segurança internacional, incluindo países do hemisfério ocidental.