
Parlamentares e representantes da sociedade civil lançaram nesta segunda-feira (12) uma campanha nas redes sociais para ampliar a atenção do eleitorado às eleições para deputado federal e senador, marcadas para outubro.
A iniciativa parte da avaliação de que a composição do Congresso Nacional tem peso decisivo na condução das políticas públicas e não deve ficar em segundo plano diante das disputas pelos cargos do Executivo.
Batizada de “Congresso amigo do povo”, a mobilização reúne apoio de deputados federais de diferentes legendas. Entre os nomes que aderiram estão Luiza Erundina, Patrus Ananias e Pedro Campos, que passaram a divulgar a proposta em suas plataformas digitais.
Um dos articuladores do movimento, o deputado federal Chico Alencar, afirmou que a campanha busca qualificar o debate eleitoral. “É preciso ter um Congresso mais qualificado, de melhor nível que o atual. O Parlamento é um fator de progresso ou retrocesso. Temos que lembrar que a eleição não é só para presidente da República e governador”, declarou.
O nome da campanha foi escolhido como contraponto a um slogan que ganhou força nas redes sociais em 2025. A expressão “Congresso inimigo do povo” passou a circular após o motim bolsonarista ocorrido em agosto, relacionado à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, e acabou sendo adotada por setores da esquerda para criticar a atuação do Legislativo.

Essas críticas se intensificaram em debates sobre pautas como a chamada PEC da blindagem e propostas de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. A nova campanha procura inverter esse enquadramento, defendendo que o Congresso pode atuar de forma alinhada a demandas sociais mais amplas.
Para dar identidade visual à mobilização, o cartunista Claudius Ceccon, um dos fundadores do jornal ‘O Pasquim’, produziu uma arte exclusiva para a iniciativa. A peça começou a circular junto às publicações dos parlamentares apoiadores.
A imagem destaca temas associados a pautas defendidas pelo governo Lula, como o fim da escala de trabalho 6×1, a taxação dos super-ricos e políticas de enfrentamento ao feminicídio, reforçando a ideia de um Legislativo comprometido com essas agendas.
Segundo os organizadores, a campanha deve seguir ativa até o período eleitoral, com o objetivo de estimular o eleitor a considerar o impacto das escolhas para a Câmara e o Senado. A avaliação do grupo é que a definição do perfil do Congresso será determinante para os rumos políticos do país nos próximos anos.
