
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país não procura um conflito armado, mas está totalmente preparado para uma guerra. A declaração foi feita durante reunião com embaixadores estrangeiros em Teerã. Segundo ele, qualquer “erro de cálculo” por parte de adversários poderá ter consequências.
Araghchi também disse que o Irã está aberto a negociações, desde que ocorram em condições de igualdade, com respeito mútuo e direitos equivalentes entre as partes.
O chanceler afirmou que o país está hoje mais preparado do que durante a guerra de 12 dias com Israel, em junho, quando mais de mil pessoas morreram após bombardeios israelenses contínuos contra o território iraniano. No mesmo contexto, o chefe do Judiciário do país, Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, defendeu “medidas decisivas e eficazes” contra os responsáveis pela morte de agentes de segurança durante os protestos recentes, em declarações à rádio estatal.
De acordo com a agência semioficial Tasnim, mais de 100 agentes de segurança morreram nos confrontos. Mohseni-Eje’i afirmou que ataques contra forças de segurança, prédios públicos e infraestrutura urbana devem ser tratados como prioridade pela Justiça, alegando que os distúrbios estariam sendo estimulados por agentes externos.
Ele também disse que ações de retaliação devem ser adotadas em nome dos “mártires e vítimas” da instabilidade recente.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou que avalia uma ação militar “muito forte” contra o regime iraniano, em meio à repressão aos protestos. Ao mesmo tempo, afirmou que a liderança do Irã teria procurado Washington para propor negociações, mas ressaltou que uma ação pode ocorrer antes de qualquer encontro.
As manifestações, que já entram na segunda semana, começaram por causa do aumento do custo de vida e se transformaram em um dos maiores desafios ao poder do líder supremo Ali Khamenei, de 86 anos.
Iran’s FM Abbas Araghchi says his country is ready for war but also for dialogue, after US President Donald Trump said the US is considering ‘very strong options’ in response to Iran’s crackdown on anti-gov’t protests. pic.twitter.com/5migWC9k9l
— Al Jazeera English (@AJEnglish) January 12, 2026