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Lula manda governo investigar falhas no abastecimento de energia em SP

Lula: “Tudo no Brasil se resolve com diálogo, e não 'na pressão'. O Brasil tem que ser respeitado” — Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) determinou que o governo federal investigue as falhas na distribuição de energia elétrica pela Enel SP na região metropolitana de São Paulo. A ordem está em despacho publicado no Diário Oficial da União e mobiliza diferentes órgãos para garantir a regularidade do serviço. Com informações da Folha de S.Paulo.

No documento, Lula orienta que o Ministério de Minas e Energia, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria-Geral da União adotem, em conjunto com a Aneel, “as medidas cabíveis e necessárias à plena garantia da prestação adequada, contínua e eficiente do serviço público de distribuição de energia elétrica à população”.

A AGU deverá elaborar um relatório detalhado sobre as ações adotadas pela Enel SP desde a primeira interrupção relevante, utilizando “todas as medidas judiciais e extrajudiciais necessárias”.

Já a CGU terá a missão de identificar responsabilidades de entes federativos, da Aneel e de eventuais falhas de atuação diante dos pedidos do Ministério de Minas e Energia para abertura de processo administrativo.

Logo da Enel. Foto: Divulgação

Apagão reacende pressão sobre Enel São Paulo

A pressão política e institucional aumentou após o apagão de grandes proporções que deixou mais de 2,2 milhões de residências sem energia no fim do ano passado.

O ministro Alexandre Silveira se reuniu com o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes para tratar do caso e, após o encontro, afirmou que a Aneel seria “instada a dar início a um processo de caducidade” da concessão.

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, sustenta que a agência tem cumprido o rito legal, garantindo contraditório e ampla defesa. O processo em análise decorre do Termo de Intimação aberto no fim de 2024.

A diretora Agnes da Costa votou pela continuidade da investigação até março de 2026, mas o diretor Gentil Nogueira pediu vista e ainda não apresentou sua posição.