
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) publicou, nesta segunda-feira (12), uma série de postagens nas redes sociais direcionadas ao ator Wagner Moura, que recebeu o Globo de Ouro de Melhor Ator de Drama por sua atuação no filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. As mensagens foram divulgadas poucas horas após a cerimônia realizada na madrugada.
Nas publicações, Frias fez críticas diretas a Wagner Moura e mencionou a expressão “haverá justiça como em Nuremberg”, em referência aos julgamentos realizados após a Segunda Guerra Mundial. O deputado associou o posicionamento político do ator a diferentes temas internacionais e afirmou que Moura não teria legitimidade para se apresentar como referência moral.
Em uma das postagens, Frias escreveu: “Esse sujeito não é consciência moral nenhuma. É um oportunista confortável que assiste ao próprio povo sangrar de longe enquanto percorre o mundo arrotando virtude para plateias estrangeiras. Fala de justiça sem nunca pagar o preço dela. Sua indignação é seletiva e calculada: só aparece quando rende aplauso, contratos e prestígio.
Quando a violência vem do lado ideológico que ele apoia, o silêncio é imediato. Perguntem o que ele acha da Palestina ou da Venezuela e vejam o milagre acontecer: a coragem desaparece. Enquanto pessoas são presas, perseguidas e morrem, ele observa de fora, protegido, e ainda se arroga o direito de falar em nome de quem ele jamais defendeu. O sofrimento do povo vira cenário; o sangue, moeda simbólica para autopromoção.
Ataca a censura vivendo em plena liberdade no exterior. Demoniza o capitalismo enquanto desfruta de cada um de seus privilégios. Prega sacrifício, mas só para os outros. E a história é clara: um dia haverá julgamento. E, quando ele vier, não haverá discurso, palco ou aplauso que o permita escapar. Como em Nuremberg, quem viu, entendeu e escolheu calar será lembrado e cobrado exatamente pelo que foi”.
Esse sujeito não é consciência moral nenhuma. É um oportunista confortável que assiste ao próprio povo sangrar de longe enquanto percorre o mundo arrotando virtude para plateias estrangeiras. Fala de justiça sem nunca pagar o preço dela.
Sua indignação é seletiva e calculada: só… pic.twitter.com/fpAmfR78XZ
— MarioFrias (@mfriasoficial) January 12, 2026
Em outra mensagem, o deputado voltou a atacar o ator: “Esse sujeito posa de defensor da democracia enquanto apoia ditaduras como as de Maduro, Chávez e Lula, além de políticos que flertam abertamente com autoritarismo. Discursa contra o fascismo, mas se cala diante do fato de que é sustentado por um Estado corrupto e violento, que rouba dos mais pobres enquanto seus amigos bilionários, banqueiros e grandes empresários sugam até o último centavo do povo.
Finge-se de revolucionário usando o nome do Brasil no exterior apenas para autopromoção. Ignora deliberadamente a existência de presos políticos morrendo na cadeia por crimes que sequer existem na Constituição.
Critica a censura, mas vive confortavelmente nos Estados Unidos, usufruindo das liberdades do capitalismo que despreza, enquanto tenta impor ao próprio povo um “comunismo caviar” que jamais aceitaria para si. No fim, não passa de um frango travestido de virtude: alguém que confunde caráter com performance moral e transforma discurso político em negócio lucrativo”.
Esse sujeito posa de defensor da democracia enquanto apoia ditaduras como as de Maduro, Chávez e Lula, além de políticos que flertam abertamente com autoritarismo. Discursa contra o fascismo, mas se cala diante do fato de que é sustentado por um Estado corrupto e violento, que… pic.twitter.com/35hEv2s2OI
— MarioFrias (@mfriasoficial) January 12, 2026
As críticas também se estenderam ao diretor Kleber Mendonça Filho e à produção do filme “O Agente Secreto”. Em outro texto, Frias exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua atuação na área cultural: “LAVEM A BOCA ANTES DE MENCIONAR O PRESIDENTE BOLSONARO. Bolsonaro foi o único presidente que realmente se preocupou com os verdadeiros artistas — aqueles que estão nas ruas, nos bares e em suas casas humildes.
Artistas, escritores, músicos, cineastas, escultores e todos aqueles que constroem a cultura brasileira longe dos grandes holofotes. Foi durante seu governo que houve coragem para enfrentar e desmantelar uma horda de oportunistas que, por décadas, se apropriou dos recursos culturais do país. Seu governo buscou democratizar e moralizar a distribuição dos recursos do Ministério da Cultura, deixando estruturas organizadas e preparadas para que o povo tivesse, de fato, acesso ao fomento cultural.
O objetivo sempre foi valorizar a pluralidade cultural do Brasil, respeitando suas raízes, tradições, diversidade regional e todas as suas expressões artísticas. Houve também uma preocupação real com a preservação do patrimônio histórico nacional, que há décadas vem sendo abandonado, muitas vezes com o claro intuito de nos fazer esquecer nossas origens, nossa identidade e nossa história como nação.
Governos anteriores deixaram um rombo estimado em 13 bilhões de reais, que hoje já se aproxima de 20 bilhões, tudo sem auditorias sérias e sempre favorecendo os mesmos grupos oligárquicos. Esses grupos transformaram os recursos culturais em um curral político-ideológico, com um único propósito: enriquecer e se perpetuar no poder, desprezando o povo que os financiava.
Por isso Bolsonaro nunca sai da boca de seus críticos. Seu governo foi o único, na história recente do Brasil, a desestabilizar essa máfia histórica sustentada pelo dinheiro do pagador de impostos. A guerra cultural precisa ser enfrentada, e Jair Bolsonaro foi o único que teve coragem, patriotismo e disposição para travar essa batalha em defesa do povo brasileiro”.
LAVEM A BOCA ANTES DE MENCIONAR O PRESIDENTE BOLSONARO
Bolsonaro foi o único presidente que realmente se preocupou com os verdadeiros artistas — aqueles que estão nas ruas, nos bares e em suas casas humildes. Artistas, escritores, músicos, cineastas, escultores e todos aqueles… pic.twitter.com/zOVzq8Ko7s
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Frias também publicou versões em inglês das críticas e mencionou o ator norte-americano Mark Ruffalo, que, durante o Globo de Ouro, homenageou Renee Nicole Good, cidadã dos Estados Unidos morta em uma ação do ICE em Mineápolis. Sobre o episódio, o deputado escreveu:
“Mark Ruffalo não fez um gesto humanitário. Fez propaganda ideológica em cima de sangue. Quando um ator multimilionário, protegido por seguranças, cercado de privilégios e distante da realidade concreta, resolve transformar um caso violento e complexo em slogan político, não está homenageando ninguém. Está militando em cima do cadáver alheio. Hollywood virou uma igreja secular onde atores pregam dogmas que não vivem, defendem leis que não cumprem e demonizam instituições que garantem a ordem que lhes permite existir. No fim, o broche não diz ‘seja bom’. Diz apenas: ‘olhem para mim’. É o crachá oficial do idiota útil bem pago”.
Mark Ruffalo não fez um gesto humanitário.
Fez propaganda ideológica em cima de sangue.Quando um ator multimilionário, protegido por seguranças, cercado de privilégios e distante da realidade concreta, resolve transformar um caso violento e complexo em slogan político, não está… pic.twitter.com/S9hX3GYZlY
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