VÍDEO: Trump ameaça Irã com “medidas duras” se manifestantes forem executados

Atualizado em 13 de janeiro de 2026 às 20:13
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que o governo norte-americano “tomará medidas muito duras” caso o Irã avance com o enforcamento de manifestantes presos durante os protestos no país. A declaração foi dada em entrevista à emissora “CBS News” e reforçada em publicação nas redes sociais.

Segundo Trump, os Estados Unidos acompanham de perto as ações das autoridades iranianas contra manifestantes detidos. Ele não detalhou quais providências seriam adotadas, mas deixou claro que uma eventual execução teria resposta de Washington. “Tomaremos medidas muito duras. Se eles fizerem algo assim, tomaremos medidas muito duras”, declarou.

Em postagem na rede Truth Social, Trump afirmou que as autoridades iranianas estariam reprimindo protestos com violência e acusou o governo do país de assassinar manifestantes. “Patriotas iranianos, continuem protestando. Ocupem suas instituições. Ajudem a acabar com esse massacre”, escreveu o presidente dos EUA.

Durante a entrevista, Trump também mencionou ações anteriores do governo norte-americano contra o Irã, incluindo ataques a instalações nucleares no ano passado, mas não apresentou novos detalhes sobre possíveis operações futuras. Ele afirmou apenas que o Exército dos EUA avalia medidas caso o Irã avance com execuções.

As declarações ocorreram após a confirmação da execução de um manifestante de 26 anos no Irã. Segundo organizações internacionais, o jovem foi condenado à morte por um tribunal iraniano após participação em protestos, o que provocou reações de entidades de direitos humanos e governos estrangeiros.

Erfan Soltani, manifestante de 26 anos

Questionado sobre qual seria o objetivo final da pressão dos Estados Unidos sobre o Irã, Trump respondeu: “O objetivo final é vencer. Eu gosto de vencer”. Até o momento, o governo iraniano não se manifestou oficialmente sobre as declarações do presidente norte-americano.