
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, xingou e mostrou o dedo do meio a um funcionário durante uma visita a uma fábrica da Ford, em Detroit, nesta terça-feira (13). Segundo a imprensa americana, o trabalhador gritou “protetor de pedófilo” ao presidente enquanto ele percorria as instalações da montadora.
Imagens registradas no local mostram Trump interrompendo a caminhada, apontando o dedo para alguém fora do enquadramento e aparentando dizer “f*** you”. Em seguida, o presidente dá alguns passos e faz um gesto obsceno antes de seguir com a visita oficial.
Tentando arrumar briga com o Irã pra tirar a atenção da lista de Epstein, Donald Trump ENTROU EM PANE ao ser chamado de pedófilo e mostrou o dedo do meio pra quem o questionou.pic.twitter.com/Es71X6eTz3
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) January 13, 2026
O episódio ocorre em meio às críticas ao governo Trump pela condução do caso Jeffrey Epstein, bilionário acusado de liderar uma rede de abuso sexual e pedofilia, morto em 2019. O tema voltou ao debate público após a divulgação de documentos antes mantidos sob sigilo.
Por determinação do Congresso, o governo iniciou em dezembro a liberação integral dos arquivos relacionados a Epstein. O Departamento de Justiça informou que parte do material ainda não foi publicada porque passa por revisão para ocultar dados sensíveis, incluindo informações que poderiam identificar vítimas, muitas delas menores de idade.
Vítimas do bilionário acusaram o governo de divulgar os documentos de forma seletiva, com supressão de trechos que envolveriam Trump e aliados políticos. Trump e Epstein mantiveram relação social nos anos 1990 e 2000. O presidente afirma que se afastou do empresário e nega envolvimento em atividades ilegais.
Em novembro, o Congresso divulgou mais de 20 mil páginas da investigação. Entre os documentos há e-mails nos quais Epstein menciona Trump, incluindo uma mensagem de janeiro de 2019 em que afirma que o então presidente “sabia sobre as garotas”. Trump classificou a divulgação como uma “armadilha” da oposição, enquanto a Casa Branca declarou que os arquivos não apontam irregularidades cometidas pelo presidente.