Polícia revela os mandantes e a motivação do crime contra Ruy Ferraz

Atualizado em 13 de janeiro de 2026 às 20:59
Presos acusados de serem mandantes da morte de Ruy Ferraz Fontes em montagem de três fotos
Presos acusados de serem mandantes da morte de Ruy Ferraz Fontes – Divulgação/Polícia Civil de São Paulo

Os homens apontados como mandantes da morte do delegado Ruy Ferraz Fontes agiram por vingança, segundo a investigação da Polícia Civil. O ex-delegado-geral foi morto a tiros de fuzil, aos 64 anos, em Praia Grande, na Baixada Santista, em setembro de 2025, no dia 15. Com informações do UOL.

De acordo com a apuração, os suspeitos presos nesta terça-feira teriam sido detidos por Ruy Ferraz Fontes em 2005, quando atuavam em roubos a banco. À época, ele comandava a Polícia Civil de São Paulo. As informações foram apresentadas pela Secretaria da Segurança Pública durante coletiva na tarde de hoje.

“Estou seguro [da motivação], o doutor [Ruy Ferraz] trabalhou muito contra o roubo a banco. Isso foi um dos motivos”, afirmou o delegado Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

delegado Ruy Ferraz Fontes falando, sem olhar para a câmera
O delegado Ruy Ferraz Fontes – Reprodução

A investigação do DHPP aponta que o crime foi ordenado por integrantes do PCC. Ruy Ferraz Fontes chefiou a Polícia Civil entre 2019 e 2022 e, segundo registros anteriores, já havia declarado não temer a facção criminosa.

Foram presos Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote, e Manuel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manezinho. Careca foi detido na Baixada Santista, enquanto os outros dois foram presos em Jundiaí e Caraguatatuba. Careca e Manezinho são irmãos, e a investigação aponta Careca como liderança do PCC na região.

Além dos três presos, outras 13 pessoas estão detidas por envolvimento no crime. Cinco suspeitos foram liberados, mas cumprem medidas cautelares e usam tornozeleira eletrônica. O inquérito segue em andamento, com dois foragidos sendo procurados, um deles na Bolívia. Documentos, celulares e notebooks foram apreendidos e passam por perícia, assim como a busca por um Renault Logan branco usado na execução, que ainda não foi localizado.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.