
Os homens apontados como mandantes da morte do delegado Ruy Ferraz Fontes agiram por vingança, segundo a investigação da Polícia Civil. O ex-delegado-geral foi morto a tiros de fuzil, aos 64 anos, em Praia Grande, na Baixada Santista, em setembro de 2025, no dia 15. Com informações do UOL.
De acordo com a apuração, os suspeitos presos nesta terça-feira teriam sido detidos por Ruy Ferraz Fontes em 2005, quando atuavam em roubos a banco. À época, ele comandava a Polícia Civil de São Paulo. As informações foram apresentadas pela Secretaria da Segurança Pública durante coletiva na tarde de hoje.
“Estou seguro [da motivação], o doutor [Ruy Ferraz] trabalhou muito contra o roubo a banco. Isso foi um dos motivos”, afirmou o delegado Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

A investigação do DHPP aponta que o crime foi ordenado por integrantes do PCC. Ruy Ferraz Fontes chefiou a Polícia Civil entre 2019 e 2022 e, segundo registros anteriores, já havia declarado não temer a facção criminosa.
Foram presos Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote, e Manuel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manezinho. Careca foi detido na Baixada Santista, enquanto os outros dois foram presos em Jundiaí e Caraguatatuba. Careca e Manezinho são irmãos, e a investigação aponta Careca como liderança do PCC na região.
Além dos três presos, outras 13 pessoas estão detidas por envolvimento no crime. Cinco suspeitos foram liberados, mas cumprem medidas cautelares e usam tornozeleira eletrônica. O inquérito segue em andamento, com dois foragidos sendo procurados, um deles na Bolívia. Documentos, celulares e notebooks foram apreendidos e passam por perícia, assim como a busca por um Renault Logan branco usado na execução, que ainda não foi localizado.