Caso Master: PF identifica fundos com nomes de personagens do filme “Frozen”

Atualizado em 14 de janeiro de 2026 às 11:15
Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As investigações sobre o Banco Master apontaram que fundos de investimento usados no esquema de fraudes financeiras receberam nomes de personagens do filme “Frozen”, produção da Disney. Documentos analisados nesta quarta (14) mostram estruturas registradas como Olaf 95 Fundo de Investimento, Anna Fundo de Investimentos em Cotas e Hans 95 Fundo de Investimento Financeiro.

Segundo investigadores, ainda não está claro o motivo da escolha desses nomes ligados a um filme infantil. O uso chamou a atenção das autoridades durante a apuração, que busca entender se a nomenclatura teve alguma função prática ou simbólica dentro do esquema financeiro investigado.

“A hipótese mais provável é a de que se tratava de dinheiro frio”, disse um dos investigadores, em tom de brincadeira, ao blog do Octavio Guedes, no g1. A revelação veio no contexto da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta.

A ação ampliou o cerco judicial contra o esquema envolvendo o Banco Master, com o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. Durante as diligências, os agentes apreenderam carros importados, relógios de alto valor, armas de fogo, munições e R$ 97.300 em espécie.

Personagens do filme “Frozen”. Foto: Reprodução

Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões, com o objetivo de preservar recursos para eventual ressarcimento de investidores e do poder público.

Os mandados atingiram endereços ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, a familiares como o cunhado Fabiano Vettel, preso ao tentar deixar o país, e a outros alvos, entre eles o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos.

Segundo a PF, o grupo é investigado por organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais, com emissão e venda de CDBs fraudulentos que prometiam rendimentos até 40% acima da média do mercado.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.