VÍDEO: Grandes igrejas e pastores estão no esquema do INSS, diz Damares

Atualizado em 14 de janeiro de 2026 às 12:13
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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) durante entrevista ao SBT News no último domingo (11). Foto: Reprodução

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a CPMI que investiga fraudes no INSS identificou “grandes igrejas” e “grandes pastores” envolvidos no esquema de desvios e que o grupo parlamentar tem sofrido pressão constante para não avançar nas apurações. A declaração foi feita neste domingo (11) em entrevista ao SBT News, quando a parlamentar relatou tentativas de interferência por parte de líderes religiosos e instituições.

Segundo Damares, a CPMI enfrenta resistência justamente por atingir figuras influentes. Ela afirmou: “Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”.

A senadora destacou que esse cenário tem gerado lobby para frear os trabalhos da comissão. Para ela, o impacto das investigações surpreende até mesmo os parlamentares: “Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que a gente jamais imaginava. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito”.

Damares também avaliou que o trabalho marca uma mudança no Congresso: “Vai fazer entregas”, afirmou, indicando que a CPMI atinge diferentes governos e não se limita a um campo político específico.

Próximos passos da CPMI

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que o “primeiro balanço” do relatório preliminar será apresentado em fevereiro. Embora o encerramento esteja previsto para março, ele defende a prorrogação por mais 60 dias, alegando que o prazo atual não permite analisar todo o material recebido e concluir as oitivas pendentes.

Viana justificou o pedido: “Diante da dimensão nacional e da profundidade desse esquema, afirmo que é absolutamente indispensável a prorrogação da CPMI por mais 60 dias. Somente assim será possível aprofundar as apurações, rastrear patrimônio oculto, identificar todos os responsáveis e garantir justiça plena às vítimas”.

O que a CPMI já apurou

A comissão realizou 28 reuniões ao longo do ano passado e ouviu 26 testemunhas, incluindo os ex-ministros da Previdência Carlos Lupi e Onyx Lorenzoni — este último responsável pela pasta no governo Bolsonaro, período apontado como início dos desvios.

Viana adiantou que o relatório final deve incluir a análise de 4.800 documentos e a identificação de 108 empresas suspeitas. O senador também antecipou que pedirá ao STF a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado considerados irregulares.