Lula e Hugo Motta participam da cerimônia, em Brasília, nesta terça (13) – Gabriela Biló/Folhapress
O Centrão avalia que o crescimento de suas bancadas nas eleições deste ano pode alterar o comando da Câmara dos Deputados e diminuir as chances de recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Casa em 2027. Diante desse cenário, Motta tem intensificado a aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como forma de preservar apoio político e reorganizar sua base interna. Com informações da Folha.
Integrantes do bloco atribuem ao atual presidente da Câmara parte dos desgastes acumulados ao longo de 2025. Entre os episódios citados estão um motim interno que paralisou o plenário por cerca de 30 horas e a tramitação de pautas que tiveram repercussão negativa fora do Congresso.
Paralelamente, partidos ligados ao Centrão articulam estratégias para ampliar sua presença na Casa. O PSD, comandado por Gilberto Kassab, projeta eleger até cem deputados federais. Já a federação formada por União Brasil e PP calcula alcançar cerca de 120 cadeiras na próxima legislatura.
Câmara dos Deputados. Foto: Divulgação
Esse possível avanço tende a alterar a correlação de forças na Câmara. Interlocutores avaliam que, mesmo reeleito deputado, Motta dependerá de negociações mais complexas com bancadas fortalecidas para se manter no comando da Casa.
Nesse contexto, aliados indicam que o presidente da Câmara tem buscado maior proximidade com Lula ao longo de 2026. O movimento inclui participação em eventos do governo federal e sinalizações de alinhamento institucional em pautas de interesse do Planalto.
A articulação também se conecta aos planos eleitorais de Motta na Paraíba. Ele pretende reforçar sua base no estado e apoiar a candidatura do pai, Nabor Wanderley, ao Senado, em um cenário no qual Lula mantém desempenho expressivo nas disputas eleitorais.
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