Trump ameaça mobilizar militares em resposta aos protestos em Minnesota

Atualizado em 15 de janeiro de 2026 às 12:59
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Chris Kleponis/EFE/EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou usar a Lei da Insurreição para acabar com os protestos em Minnesota contra agentes do ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira). O republicano disse nas redes sociais que se as autoridades estaduais e locais não “impedirem que os agitadores e insurrectos ataquem” os agentes, ele acionará a lei que permite mobilizar tropas no território americano.

“Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que os agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, eu instituirei a Lei da Insurreição”, escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.

Na quarta (14), um agente do ICE atirou na perna de um homem venezuelano durante uma abordagem, segundo o Department of Homeland Security, que afirmou que ele e outros teriam agredido o oficial. Esse episódio se soma à morte de uma mulher, Renee Nicole Good, baleada por um agente na semana anterior, o que provocou protestos contínuos.

Discussão entre manifestante e agente federal em Minneapolis, Minnesota. Foto: Tim Evans/Reuters

A Lei da Insurreição, criada em 1807 e raramente usada, confere ao presidente poder de empregar militares internamente para conter distúrbios que as autoridades civis não conseguem controlar. Trump tem repetidamente mencionado esse instrumento em resposta à escalada dos protestos e confrontos, buscando justificar uma intervenção mais ampla se as autoridades locais não conseguirem manter a ordem.

A mobilização de forças federais em Minnesota segue um aumento no número de agentes do ICE enviados ao estado como parte da política de repressão à imigração da administração Trump, o que gerou críticas de líderes locais e estaduais. Autoridades como o prefeito de Minneapolis e o governador do estado afirmaram que a situação está “não sustentável” e que a presença federal tem inflamado os protestos.

As manifestações incluem confrontos de protestantes com agentes federais e pedidos para que estes deixem a cidade, além de críticas às táticas de detenção e uso da força. Grupos de defesa dos direitos civis e políticos locais têm denunciado ações consideradas excessivas e ilegítimas, enquanto o governo federal defende sua atuação como cumprimento da lei.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.