Caso Master: Lula reúne Moraes, Receita e PF após inquérito do STF sobre vazamentos

Atualizado em 15 de janeiro de 2026 às 14:58
O presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Sérgio Lima/Poder360

O presidente Lula se reuniu nesta quinta (15) com autoridades do Judiciário, da Receita Federal e da Polícia Federal, em encontro que ocorreu dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir um inquérito para apurar suspeitas de vazamento de dados fiscais envolvendo o caso do Banco Master. Estiveram na reunião o ministro Alexandre de Moraes e o secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas.

Segundo o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o encontro teve como objetivo central alinhar estratégias de combate ao crime organizado e não tratou especificamente das investigações sobre o Banco Master. “O tema foi tratado como eixo. É uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica”, afirmou.

Wellington disse ainda que a iniciativa não partiu de um diagnóstico de conflito entre instituições. “Eu acho que há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, declarou, ao negar que Lula tenha convocado a reunião por causa de “ruídos” nas atuações dos órgãos envolvidos.

Além de Moraes e Barreirinhas, participaram do encontro o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o diretor do Banco Central Gabriel Galípolo; o procurador-geral da República Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

Gabriel Galípolo e Fernando Haddad. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro da Justiça ressaltou que o compromisso firmado respeita a autonomia das instituições e dos entes federativos, tema que já gerou embates entre o governo federal e governadores durante o debate da PEC da Segurança. Ele afirmou que a coordenação busca aumentar a eficiência sem interferir nas competências legais de cada órgão.

Sem detalhar novas medidas, Wellington explicou que a ideia é aprimorar a integração entre Receita, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário. “Na prática significa dizer que a Receita Federal, a Polícia Federal atuam num primeiro momento na persecução, no combate contra esses crimes, mas num determinado instante, o Ministério Público precisa entrar, o Judiciário precisa se pronunciar”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo é “uniformizar procedimentos, respeitadas as garantias e a autonomia de cada um desses órgãos”.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.