
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta (15) que sua candidatura à Presidência da República “não tem volta”. A declaração foi dada após visita ao pai, Jair Bolsonaro, preso na sede da Polícia Federal, e em meio a provocações de Michelle Bolsonaro, que publicou um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ao comentar o cenário, Flávio disse que não pretende reagir às provocações. “As pesquisas mostram um crescimento rápido e consolidado e não vai ter outra possibilidade de candidatura. A minha candidatura não tem volta. Não falei com Michelle nos últimos dois dias. Sigo pela união, não sou burro para cair nessa pegadinha”.
O senador tem defendido, nos bastidores, que a direita evite divisões antes de uma definição clara sobre quem ocupará o espaço político deixado pelo ex-presidente. No Partido Liberal, a leitura é que Flávio tenta manter o pai como principal referência simbólica do movimento enquanto amplia sua própria presença nacional para sustentar um projeto eleitoral.

O vídeo publicado por Michelle foi interpretado por aliados como combustível para especulações sobre uma possível candidatura de Tarcísio em 2026, o que gerou incômodo entre apoiadores de Flávio, que trabalham para consolidá-lo como herdeiro político natural do pai.
O ruído aumentou ainda mais quando Cristiane Freitas, esposa do governador, comentou em uma postagem que “o Brasil precisa de um novo CEO”, em referência a Tarcísio. A frase foi curtida por Michelle e lida por setores do bolsonarismo como sinalização eleitoral.
Apesar das tensões, Flávio citou a pesquisa Quaest que mostra Lula na liderança, mas com avanço de seu nome, variando entre 23% e 32% no primeiro turno. O senador relativizou o resultado. “Eu acho que não reflete bem a realidade. Não existe aquela distância até o Lula no nosso acompanhamento, mas isso pouco importa. Vou continuar defendendo as bandeiras do caminho da prosperidade”, concluiu.