Irmã de Nunes foi presa por bater a cabeça do filho de 11 anos na parede

Atualizado em 15 de janeiro de 2026 às 20:53
Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB). Foto: Reprodução

Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), foi condenada em abril de 2024 a oito meses de detenção em regime aberto por agressão contra o próprio filho, então com 11 anos de idade, conforme decisão judicial citada em informações divulgadas nesta quarta-feira (15). Com informações do Metrópoles.

De acordo com a sentença, Janaína foi denunciada por agredir a criança “por meio de mordidas no braço, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos, causando-lhe lesões corporais de natureza leve descritas no exame de corpo de delito”, conforme consta nos autos do processo.

Os fatos ocorreram em 2014. Segundo a decisão judicial, “a ré fazia uso abusivo de bebidas alcoólicas e costumava agredir seus filhos” e, na data dos fatos, “sem razão aparente, passou a agredir seu filho após o regresso da criança da escola”, o que motivou a realização de exame de corpo de delito que confirmou as lesões.

Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução

Em depoimento à Justiça, a vítima relatou que estava em recuperação escolar e estudava para provas quando a mãe pediu que limpasse comida derrubada no chão pela irmã. “Quando respondeu que não podia, iniciou-se uma discussão e, sem qualquer motivo, foi agredido por ela com mordidas, tapas e um cabo de vassoura, além de puxões de cabelo”, segundo relato constante na sentença.

O pai da criança, o policial militar Claudecir Messias Miron, afirmou em juízo que recebeu uma ligação do filho, que estava trancado no banheiro, informando que havia sido mordido pela mãe e que ela aguardava do lado de fora com um cabo de vassoura para continuar as agressões, conforme registrado na decisão.

A sentença também registra que Janaína foi beneficiada em 2021 com a suspensão condicional do processo, mas a medida foi revogada em 2023 por descumprimento das obrigações, incluindo mudança de endereço sem comunicação à Justiça. Em 2024, ela foi julgada sem apresentar defesa e condenada a oito meses de detenção em regime aberto.