Trump empurra Canadá para a China e desmonta a própria “Doutrina Monroe”

Atualizado em 16 de janeiro de 2026 às 11:04
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

Do X de Arnaud Bertrand, empreendedor e comentarista de economia e geopolítica:

Esta é talvez a melhor ilustração de que a nova “doutrina Monroe” de Trump está, objetivamente, alcançando exatamente o oposto do que pretende.

Carney está atualmente em Pequim descrevendo uma “nova era de relações entre o Canadá e a China” e falando explicitamente sobre ambos os países se tornarem “parceiros estratégicos” em uma ampla gama de questões, incluindo “questões de segurança”.

Para quem acompanhou as relações entre Canadá e China nos últimos anos, é impossível exagerar o quão extraordinário isso é. O Canadá era provavelmente o país mais alinhado com os Estados Unidos em relação à China em todo o mundo.

Só para lembrar: eles literalmente sequestraram a filha do fundador da Huawei em nome dos EUA e a mantiveram como refém por anos, apesar da severa retaliação chinesa — tudo a serviço da estratégia de contenção de Washington.

Na prática, o Canadá incorporava a Doutrina Monroe: estava totalmente comprometido com os EUA. Agora, Trump conseguiu o feito extraordinário de mudar essa lógica, convencendo o Canadá de que ELE era a ameaça e que precisavam se proteger da exposição aos Estados Unidos.

Quer dizer, imagine dizer a alguém, durante o episódio de Meng Wanzhou, que quatro anos depois o Canadá estaria em Pequim pedindo uma parceria estratégica em questões de segurança enquanto os Estados Unidos ameaçavam anexá-lo.