Damares responde a Malafaia com comentário enigmático: ‘Precisa orar’

Atualizado em 16 de janeiro de 2026 às 12:37
Silas Malafaia e Damares Alves. Foto: Reprodução

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) expôs Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica, e detonou Silas Malafaia em meio a denúncias sobre igrejas e pastores envolvidos com a “Farra do INSS”. Entre as instituições mencionadas estava a Assembleia de Deus do Amazonas, ligada a familiares do deputado

A igreja e a Fundação Boas Novas, que também fazem parte das investigações, são associadas aos parentes de Câmara. O deputado, ao ser procurado, afirmou que a igreja já havia apresentado explicações à CPMI e que, por esse motivo, não é alvo de requerimentos no momento.

Em resposta às críticas de Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que chamou Damares de “linguaruda” por expor a ligação de religiosos com o esquema de fraudes sem citar nomes, a senadora afirmou que Malafaia deveria “orar”.

“O Malafaia precisa orar um pouco. Eu não submeto minhas ações parlamentares a ele”, respondeu. Damares afirmou ainda que, além das instituições que ela já mencionou, a Assembleia de Deus do Amazonas também foi citada na CPI, embora a igreja já tenha fornecido os dados solicitados e esses documentos ainda estejam sob análise.

Silas Câmara (Republicanos-AM). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Damares, ao falar sobre as investigações, disse que a comissão tem enfrentado pressões de pessoas e instituições que tentam atrapalhar os trabalhos, já que grandes igrejas e pastores estão envolvidos nos desvios ilegais.

A senadora mencionou que a CPI tem o dever constitucional de investigar com imparcialidade, responsabilidade e base documental, apesar das dificuldades externas. Ela também expressou seu desconforto e tristeza com a eventual participação de líderes religiosos em esquemas fraudulentos no INSS.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou documentos em novembro que indicam que a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) fez pagamentos à empresa Network, que foram repassados a parentes de Silas Câmara e empresas ligadas a ele.

Parte do dinheiro foi direcionada à Fundação Boas Novas, presidida por um irmão de Câmara. As menções à Assembleia de Deus do Amazonas e aos familiares de Câmara surgiram a partir das declarações do presidente da CBPA.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.