Caso Master: PF extrai dados até de celulares desligados e aterroriza Brasília

Atualizado em 16 de janeiro de 2026 às 19:13
Banco Master. Foto: Divulgação

Em Brasília, a apreensão em relação aos celulares confiscados na operação do Banco Master ganhou proporções inesperadas. Isso se deve a uma razão tecnológica específica: a Polícia Federal (PF) é o único órgão no Brasil com equipamento capaz de acessar o conteúdo de um celular mesmo sem a senha e com o aparelho desligado. Com informações de Julia Duailibi, do Globo.

Essa habilidade é exclusiva da PF, enquanto outras polícias podem desbloquear as telas, mas não possuem a capacidade de realizar a extração de dados de um dispositivo sem conexão ativa.

A técnica utilizada pelos peritos da PF para acessar o conteúdo de celulares desligados envolve um conceito de física conhecido como “Gaiola de Faraday”. Trata-se de uma estrutura metálica, como uma caixa ou bolsa especial, projetada para bloquear a entrada e saída de ondas eletromagnéticas.

Isso é crucial para garantir que o dispositivo não seja conectado a nenhuma rede (como Wi-Fi ou dados móveis) durante o processo de extração de dados. Caso isso ocorra, o conteúdo do celular poderia ser apagado remotamente por quem tiver acesso à conta.

Letreiro no Banco Master. Foto: Reprodução

Dentro da Gaiola de Faraday, os peritos da PF manipulam o aparelho isolado de qualquer rede externa, garantindo que o procedimento seja seguro e que a prova não seja corrompida.

Esse processo meticuloso é vital para garantir que as informações extraídas do aparelho sejam preservadas com integridade, sem risco de interferências externas que poderiam prejudicar a investigação. O motivo do pânico em Brasília é simples: os celulares apreendidos pertencem a figuras altamente conectadas no mundo político.

Entre os dispositivos em posse da Justiça estão os de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de seu cunhado e do investidor Nelson Tanure, nomes conhecidos com trânsito intenso no cenário político. A tecnologia utilizada pela PF não permite meio-termo: ou todos os dados do dispositivo são extraídos ou nada é acessado.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 27 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.