Após vídeo de Nikolas, Lula diz que oposição espalha fake news “todo santo dia”

Atualizado em 16 de janeiro de 2026 às 19:27
O presidente Lula durante discurso em cerimônia sobre os 90 anos do salário mínimo no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (16) que a oposição “espalha fake news todo santo dia”. A declaração foi feita durante uma cerimônia no Rio de Janeiro, três dias após a divulgação de um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que teve ampla circulação nas redes sociais.

Ao comentar o tema, Lula disse: “A gente precisa enfrentar esse debate e não se acovardar diante das mentiras e fake news que essa gente faz todo santo dia”. Em seguida, afirmou que conteúdos considerados “bobagem” tendem a alcançar grande número de seguidores nas plataformas digitais. “Eu não conheço ninguém que ensina uma coisa séria e tenha 4 milhões de seguidores. Mas, se o cara estiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões”, declarou.

O vídeo citado pelo presidente foi publicado por Nikolas Ferreira nas redes sociais e alcançou milhões de visualizações. Na gravação, o deputado afirmou que o governo teria retomado, “de forma escondida”, uma norma que permitiria o monitoramento de transações via Pix. A publicação gerou repercussão e levou parlamentares a acionarem órgãos de controle.

Durante o discurso, Lula também criticou o uso de inteligência artificial para disseminação de desinformação. “Eles são capazes de pegar uma foto sua e colocar você pelada”, disse, ao alertar para riscos associados à tecnologia. O presidente também afirmou que os algoritmos das redes sociais influenciam a propagação de conteúdos enganosos.

“O que não podemos é ficar reféns do algoritmo robotizado pelo qual eles querem que vejamos e acreditemos todo dia. É preciso se lembrar que haverá uma eleição. E, se não formos espertos, a mentira vencerá a verdade”, declarou. Ainda nesta sexta-feira (16), Lula participou do lançamento de uma medalha comemorativa em alusão aos 90 anos do salário mínimo, na Casa da Moeda, e se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.