
Cães farejadores que integram a força-tarefa de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há 12 dias em Bacabal, no Maranhão, apontaram que as crianças estiveram em uma casa abandonada próxima a uma área de lago. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (15) pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). Com dados do g1.
Segundo a SSP, os cães identificaram a presença de Ágatha, Allan e do primo Anderson Kauã, de 8 anos, resgatado em 7 de janeiro, em uma residência conhecida como “casa caída”, localizada no povoado São Raimundo, na zona rural do município. O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, informou que o local havia sido descrito previamente por Anderson Kauã após ser encontrado, incluindo detalhes internos reconhecidos por fotografias e objetos.
Durante as buscas, os cães também seguiram por uma ribanceira e circularam nas proximidades de um lago, mas até o momento não foram localizados vestígios das crianças. As equipes decidiram ampliar o perímetro das buscas, com intensificação dos trabalhos em áreas de mata, fazendas, trilhas, rios e no próprio lago, que possui cerca de 300 metros quadrados e profundidade aproximada de 1,20 metro.
Após relato de menino de 8 anos, cães farejadores indicam que crianças desaparecidas estiveram em casa abandonada no MA. #ConexãoGloboNews
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— GloboNews (@GloboNews) January 16, 2026
As operações entraram no 12º dia com a participação de cerca de 500 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários. Desde quarta-feira (14), a área do lago vem sendo vistoriada, com varredura na mata e início das atividades de mergulho nesta quinta. Segundo o Corpo de Bombeiros, a expectativa é mapear toda a área em até três dias.
Além das equipes locais, a operação recebeu reforço de bombeiros do Pará e do Ceará, com o apoio de cães farejadores. As equipes utilizam aplicativo de geolocalização para monitorar rotas e garantir a segurança dos participantes, já que a região apresenta riscos como armadilhas de caça.
Paralelamente, a Polícia Civil segue com as investigações. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) atua no município desde domingo (11), com equipe multidisciplinar formada por psicólogo e assistente social, responsável por ouvir familiares e realizar perícias psicológicas e sociais.