Rubio, Blair e bilionários: o “Conselho da Paz” de Trump para gerir a Faixa de Gaza

Atualizado em 16 de janeiro de 2026 às 21:36
Donald Trump. Foto: SAUL LOEB / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (16) a criação do chamado Conselho da Paz, órgão que será responsável por supervisionar o governo tecnocrático da Faixa de Gaza. O conselho será presidido pelo próprio Trump e integra a segunda fase do plano de paz apresentado pelos EUA para o território palestino.

Segundo a Casa Branca, a medida faz parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que prevê a saída do grupo do comando administrativo de Gaza e o seu desarmamento, ponto cuja implementação ainda é considerada incerta pelas autoridades envolvidas.

Entre os integrantes do Conselho da Paz estão o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair; os enviados especiais de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner; além do bilionário Marc Rowan, do presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e do assessor Robert Gabriel.

Destruição em Gaza. Foto: Divulgação

O conselho ficará acima do Comitê Nacional para o Governo de Gaza, órgão que será liderado por Ali Shaath, ex-ministro dos Transportes da Autoridade Palestina. Shaath, natural de Khan Yunis, ficará responsável pela reconstrução administrativa e de serviços públicos do território, que enfrenta destruição generalizada após anos de confrontos armados.

A atuação do Conselho da Paz e do comitê nacional está prevista na segunda fase do plano de paz dos EUA, apresentado em setembro de 2025 e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro do mesmo ano. O texto prevê ainda o envio de uma força militar de estabilização composta por tropas de países árabes para atuar em Gaza.

De acordo com a Casa Branca, essa força será comandada pelo major-general norte-americano Jasper Jeffers, com a missão de coordenar a desmilitarização do território e garantir a entrada segura de ajuda humanitária e materiais para reconstrução. O Hamas, por sua vez, afirma que só entregará as armas após a criação de um Estado palestino, ponto rejeitado pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.