
Bolsonaro iniciou o cumprimento da pena como chefe de organização criminosa no dia 25 de novembro. O período anterior foi de prisão preventiva, após tentar romper a tornozeleira eletrônica.
Pelos dramas expostos até aqui, parece que está preso há muito tempo. Ainda assim, não há mais dúvida de que tudo se encaminha para que ele não fique sequer meio ano na cadeia. Há em favor de Bolsonaro uma mobilização da grande mídia que Lula não teve.
Lula suportou 580 dias de prisão, como prisioneiro político do lavajatismo, enquanto Sergio Moro trabalhava para Bolsonaro. Lula nunca se queixou de nada.
A última jogada em favor de Bolsonaro é a divulgação, por todos os jornalões, de que Michelle teve um comportamento exemplar ao pedir a Alexandre de Moraes e a Gilmar Mendes que o marido volte para casa.
O sujeito que comandou uma tentativa de golpe, que incluía um plano para matar Lula, Alckmin e Moraes, não cumprirá nem meio décimo da pena. Porque é um fraco.
Na consulta que encaminhou à Polícia Federal, para que esta se manifeste contra ou a favor da prisão domiciliar, Moraes determina que o parecer da PF leve em conta a melhor alternativa para “preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana”.
Perguntem a Bolsonaro, admirador de torturadores e debochador dos mortos da pandemia, qual é o significado de dignidade humana.
Enquanto isso, dezenas de manés, que os chefes do golpe incentivaram a invadir Brasília em 8 de janeiro, cumprem penas de até 17 anos de prisão.
Nenhum deles tem soluços nem a proteção de alguém com o poder político e religioso de Michelle, a grande mediadora do momento. Michelle poderá conseguir o que os advogados do marido não conseguiram.
