VÍDEO: Adversários de Lula são “acanhadinhos” e “tacanhos”, diz Haddad

Atualizado em 20 de janeiro de 2026 às 9:55
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao UOL. Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ironizou possíveis adversários do presidente Lula (PT) nas eleições e afirmou que os nomes da direita cotados para disputar o Planalto são “muito acanhadinhos”. A declaração foi dada em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19).

Sem citar diretamente os adversários, Haddad fez referência a governadores da direita frequentemente mencionados como presidenciáveis, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União), Ratinho Júnior (PSD) e Romeu Zema (Novo). Para o ministro, esses nomes não apresentam propostas capazes de posicionar o Brasil na nova organização geopolítica global.

Na avaliação de Haddad, o principal desafio futuro do país é justamente a geopolítica, que deveria ser o eixo central de um eventual plano de governo da candidatura petista à reeleição. O ministro citou preocupações do governo brasileiro com episódios internacionais recentes, como o ataque à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ações repudiadas pelo Brasil.

“Na minha opinião, o grande tema é, diante da nova geopolítica internacional, qual é a pauta de desenvolvimento que o Brasil pode ter. Nesse particular, o Lula é meio insubstituível. Os adversários dele são muito acanhadinhos, não têm uma visão do que está acontecendo no mundo”, disse.

Ao criticar os projetos da oposição, Haddad afirmou: “É aquela velha agenda, vender estatal e congelar salário mínimo. É isso que eu vejo da parte desses governadores. Essa agenda não vai para frente como projeto de país”.

Para ele, Lula tem condições de conduzir o Brasil na nova ordem global ao ampliar parcerias internacionais. “Ele não está escolhendo parceiros, está promovendo novas parcerias. Está muito preocupado com o Brasil e está fazendo com que o Brasil não seja anexado, nem mentalmente, a nenhum bloco”, afirmou.

Visão “tacanha” da oposição

Haddad voltou a classificar a oposição como limitada do ponto de vista estratégico. “É uma visão muito pequena do Brasil, muito tacanha, um pessoal muito tacanho, sem traquejo para enfrentar o desafio internacional que está sendo colocado”, disse.

Em outro trecho, acrescentou: “Eu não vejo, da parte da oposição, ninguém que consiga transcender sequer a divisa do próprio estado”.

Ao comparar esse cenário com a liderança de Lula, Haddad afirmou que o contraste é evidente e ironizou: “Se for comparar o Lula com esse tipo de postura, vamos chegar onde? Daqui a pouco, estamos aqui com a Guarda Pretoriana tomando conta do país”.

Assista abaixo: