Ibrachina vira sensação da Copinha sob controle de empresário chinês da 25 de Março

Atualizado em 20 de janeiro de 2026 às 14:23
Jogadores do Ibrachina na Copinha SP. Foto: Reprodução

Fundado em 2019, o Ibrachina virou uma das grandes surpresas da atual edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Sediado no bairro da Mooca, em São Paulo, o clube alcançou a melhor campanha de sua curta história ao chegar à semifinal, após eliminar adversários tradicionais como Atlético-MG, Internacional e Palmeiras.

Na fase de grupos, o Ibrachina terminou na liderança do Grupo 30, com sete pontos. A equipe goleou o Ferroviário-CE, venceu o Bangu-RJ e empatou com o Santo André, somando oito gols marcados e apenas dois sofridos. O desempenho consolidou a equipe como uma das mais consistentes da competição.

Os bons resultados não são isolados. Em 2024, o clube foi vice-campeão paulista sub-17, perdendo a final para o Sfera FC, e terminou a temporada com a sexta melhor base sub-20 do estado, atrás apenas de Novorizontino e dos quatro grandes paulistas.

O Ibrachina nasceu durante a pandemia de Covid-19, período em que muitos clubes interromperam atividades nas categorias de base. Ao manter peneiras e treinamentos, o time conseguiu atrair atletas que estavam em equipes como Portuguesa, São Caetano, São Bernardo e até o Palmeiras, o que ajudou a acelerar o nível competitivo do elenco.

Henrique Law, presidente do Ibrachina. Foto: Reprodução

O clube faz parte do Instituto Sociocultural Brasil-China, origem do nome e dos mascotes, a arara e o dragão. O presidente é o empresário Henrique Law, filho de Law Kin Chong e Miriam Law, nomes citados em investigações e relatórios da CPI da Pirataria da Câmara Municipal de São Paulo.

A família tem ligação histórica com o comércio popular da região da rua 25 de Março. Henrique afirma que os pais não participam do projeto e nega que os recursos do clube tenham origem nos negócios familiares.

Atualmente, o foco do Ibrachina está restrito ao futebol de base, com categorias sub-15, sub-17 e sub-20, além de ações sociais em comunidades da capital. A entrada no futebol profissional é tratada como um passo futuro, que dependerá de ranqueamento na CBF e da disputa das divisões inferiores do Paulista. Segundo o presidente, a meta é “dar um voo mais alto” de forma gradual e estruturada.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.