
O BBB parece ter conseguido o que tem buscado há algumas edições (flopadas): personagens que rendam bons memes.
Se é essa a intenção, Aline Riscado é um prato cheio: “Você não vai me tirar do sério”, disse a outra competidora com as veias da testa saltando.
Calma, amiga.
E o mais engraçado é que ninguém ainda saiu do sério como ela, a namastê, a iluminada, desmontando rapidamente o personagem chato e previsível que ela criou pra tentar ficar milionária.
Aliás, quem brifou essa mulher merece demissão.
Tanto personagem inédito pra criar e vocês miram na hippie chique e acham que estão arrasando?
Talvez o personagem tenha sido montado por uma assessoria, ou talvez até mesmo a própria Rabisco tenha se perdido no personagem e não saiba mais sair, pouco importa.
Importa dizer que ela incorporou um estereótipo no mínimo ridículo: extremamente magra e com cara de doente (bem diferente daquela lá que fez o comercial de cerveja), faz a linha iluminada e não engana nem a si mesma.
Pior é o desserviço: gente que realmente está vivendo um despertar espiritual acaba sendo colocada na mesma caixinha ridícula que ela, que claramente não faz a menor ideia de como viver a própria espiritualidade.
Aliás, esse é um tipo comum: 9 entre 10 pessoas que se concebem em sonho iluminadas espiritualmente são, antes de tudo, chatas pra cacete. “Por que você não medita antes de dormir?”, “Você só é pobre porque não vibra em abundância”, “Vamos pra aquela vivência no meio do mato que custa dois mil?”
Assim como a Ana Paula — que Aline escolheu pra implicar — eu não tenho a menor paciência.
A mulher me coloca uma touca ridícula de fada e exalta o tempo todo um ego espiritual insuportável enquanto joga sujo procurando provocar uma provável protagonista pra criar enredo.
Imagina votar pra eliminar a Milena e deixar a Aline? Esse mico que não passo #ForaAline#BBB26 pic.twitter.com/OsOMtio1bB
— JÃO (@jaoComenta_) January 20, 2026
Eu conheço alguns exemplares de personagens good vibes que usam a espiritualidade como definidora de suas frágeis identidades, mas não compreendem o básico: a primeira virtude de alguém realmente comprometido com a evolução espiritual é justamente a humildade, o contrário do que faz a chata da Aline, sempre se colocando em um pedestal acima dos outros só porque medita.
Para ela e para todas as outras bárbies xamânicas: espiritualidade sem consciência de classe não se sustenta, personagem namastê não esconde suas sombras e espiritualidade não é veste de gente escrota querendo se rotular como evoluída.
Aliás, o que a namaschata quer puxando DR por causa de um comentário feito há mais de 10 anos, como fez com Ana Paula?
Quer criar uma treta com uma participante que de fato nem toca em seu nome (e faz muito bem, pra não dar palco pra doido dançar), só pra não ficar apagada no jogo.
Ela aproveita que Ana Paula é a jogadora que mais se destaca até agora na competição e tenta pegar carona criando uma rivalidade que ela claramente alimenta sozinha.
"Não sei se voce sabe, Ana Paula, quem faz a meditação busca um alinhamento energético.Voce tem que dar a oportunidade de conhecer toddo mundo." (Aline)
"Não quero."
"VC FALOU QUE SIMPLESMENTE NÃO GOSTA DE MIM."
"PQ TU É CHATA PRA CARALHO." #bbb26 pic.twitter.com/oVkHCVDQXl
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) January 20, 2026
Aline é sobretudo uma chata — eu daria mala pra ela todos os dias no queridômetro —, mas também é a que faz o desserviço de tornar a espiritualidade ridícula aos olhos do público, que agora passa a associá-la a um subterfúgio pra gente chata e sem carisma se encaixar dentro de um estereótipo (onde só cabe gente vazia como Aline, nunca gente com personalidade como Ana Paula).
Embora as namaschatas se recusem a compreender, espiritualidade é coisa séria demais pra virar figurino de reality show.
Quando alguém a transforma em personagem, em estratégia de jogo ou em maquiagem de ego, não só esvazia seu sentido como ainda presta um desserviço coletivo: ridiculariza o que deveria ser íntimo e profundo.
Aline não incomoda apenas por ser chata; incomoda porque usa algo sagrado como atalho de carisma e como ferramenta de autopromoção (o que, aliás, vem dando muito errado).
Isso, mais do que qualquer meme, é o verdadeiro papelão.