
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentou um contratempo técnico durante sua viagem ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na madrugada desta quarta-feira (21). Um problema elétrico obrigou o avião presidencial a retornar pouco depois da decolagem, interrompendo temporariamente o deslocamento do chefe da Casa Branca para o principal encontro anual de líderes políticos e empresariais do mundo. O incidente foi acompanhado por jornalistas da AFP que viajavam com a comitiva presidencial.
Segundo a AFP, o Air Force One decolou da Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, mas precisou retornar após as luzes da cabine se apagarem brevemente durante o voo. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que a aeronave pousou em segurança pouco depois das 23h.
Trump e sua equipe permaneceram na base enquanto os protocolos de segurança eram acionados e uma nova aeronave era preparada.
Cerca de duas horas e meia após a decolagem inicial, Trump e sua comitiva embarcaram em outro avião e retomaram a viagem rumo à Europa.
A chegada a Davos é considerada estratégica, já que o presidente tem encontros previstos com líderes europeus em meio ao agravamento das tensões diplomáticas envolvendo a tentativa dos Estados Unidos de negociar a Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.

O Air Force One, nome dado a qualquer aeronave que transporte o presidente, é um dos símbolos mais reconhecidos do poder político estadunidense. Atualmente, a frota é composta por dois Boeing 747-200B altamente modificados, em operação desde 1990, quando entraram em serviço durante o governo de George W. Bush.
Trump, no entanto, nunca escondeu sua insatisfação com os jatos em uso. No ano passado, afirmou que sua administração estava “avaliando alternativas” após sucessivos atrasos na entrega de dois novos Boeing 747-8, encomendados para substituir as aeronaves atuais. O cronograma estendido e os custos adicionais têm sido alvo de críticas dentro do próprio governo.
A polêmica ganhou novos contornos em maio, quando o secretário de Defesa, Pete Hegseth, aceitou um Boeing 747 oferecido pelo Catar para ser utilizado por Trump como avião presidencial.
Avaliada em centenas de milhões de dólares, a aeronave levantou questionamentos constitucionais, éticos e de segurança, sobretudo por se tratar de um presente de uma potência estrangeira para uma das plataformas mais sensíveis da presidência.