Fogo no parquinho: Malafaia ataca candidatura de Flávio e o acusa de se aproveitar de Bolsonaro

Atualizado em 21 de janeiro de 2026 às 21:38
O pastor Silas Malafaia e o senador Flávio Bolsonaro conversando, em pé
O pastor Silas Malafaia e o senador Flávio Bolsonaro – Reprodução

O pastor Silas Malafaia afirmou nesta quarta-feira (21), em entrevista ao SBT News, que foi uma afronta o senador Flávio Bolsonaro ter “arrancado” do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo ele debilitado após procedimento cirúrgico, uma carta de indicação à Presidência. Malafaia disse que a leitura pública do texto representou amadorismo político:

“Acho isso um amadorismo incrível, se aproveitando de um momento de debilidade emocional, não mental, mas emocional, de Bolsonaro”.

Na mesma entrevista, o pastor declarou que a possível candidatura de Flávio não empolgou a direita e afirmou não ver força política suficiente no senador para liderar o campo conservador. “Não vejo Flávio Bolsonaro com musculatura”, disse.

Malafaia afirmou que, havendo mais de um candidato de direita em 2026, apoiará aquele que considerar mais competitivo e, no segundo turno, estará ao lado de qualquer nome do campo conservador. Ele também comentou pesquisas eleitorais e disse que a rejeição ao presidente Lula é elevada.

Nesse cenário, Malafaia mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como um nome associado à ideia de renovação, citando atributos como governabilidade e capacidade de diálogo com diferentes campos políticos: “Se o Tarcísio for lá, vai ouvir que ele é muito importante para a minha eleição. Isso é um amadorismo político tão grande que, em vez de ajudar, atrapalha”.

O pastor também afirmou que a condução de Flávio na relação com Tarcísio tem atrapalhado a interlocução com Bolsonaro. Segundo Malafaia, declarações públicas sobre o papel do governador na estratégia eleitoral teriam efeito contrário ao desejado.

Na entrevista, Malafaia ainda rebateu declarações da senadora Damares Alves sobre suposto envolvimento de igrejas em descontos indevidos do INSS. Ele negou as acusações, disse que não foram apresentados nomes ou provas e afirmou ter ouvido do presidente da CPMI que não houve pressão de líderes religiosos para silenciar investigações. O pastor declarou que a lista citada reúne majoritariamente igrejas pequenas e cobrou a apresentação de evidências.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.