
O anúncio dos indicados ao Oscar 2026, que acontecerá nas próximas horas, está cercado de expectativa e com um protagonismo raro do cinema brasileiro na história da premiação. Após a passagem vitoriosa pelo Globo de Ouro, onde “O agente secreto” conquistou os prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator para Wagner Moura, as atenções agora se voltam para a lista oficial da Academia, que será divulgada nesta quinta-feira (22), às 10h30, no horário de Brasília. A revelação dos indicados marca o início da reta final rumo à 98ª edição do Oscar, marcada para 15 de março.
O anúncio será feito pelos atores Danielle Brooks, conhecida por “A cor púrpura”” e Lewis Pullman, de “Top Gun: Maverick”, em transmissão ao vivo nos canais oficiais da premiação, incluindo o YouTube.
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A cerimônia deste ano promete ser acompanhada de perto pelo público brasileiro, já que o país aparece com chances concretas de concorrer em cerca de nove categorias, um feito inédito em termos de amplitude e diversidade de indicações.
No centro dessa expectativa está “O agente secreto”” novo filme de Kleber Mendonça Filho. Especialistas em premiações apontam o longa como presença praticamente garantida em Melhor Filme Internacional e Melhor Ator, com Wagner Moura. Além disso, a produção brasileira ganhou força nas últimas semanas na disputa por uma vaga entre os dez indicados a melhor filme, a principal categoria da noite.
O longa também aparece entre os favoritos para ser indicado a Melhor Roteiro Original e para Melhor Direção de Elenco, categoria que estreia oficialmente no Oscar em 2026. Veja o trailer de “O Agente Secreto”:
As possibilidades brasileiras, no entanto, vão além de “O agente secreto”. O país também surge bem posicionado em categorias técnicas e documentais. Na fotografia, Adolpho Veloso desponta como um dos favoritos pelo trabalho no filme estadunidense “Sonhos de trem”.
Já Affonso Gonçalves, que assina a montagem de “Hamnet: A vida antes de Hamlet” ao lado da diretora Chloé Zhao, é apontado como nome praticamente certo entre os indicados após crescer nas apostas nas últimas semanas.
No campo do documentário, “Apocalipse nos Trópicos”, que conta a ascenção da religião evangélica nos espaços de poder no Brasil, e “Yanuni”, que narra a luta da chefe indígena Juma Xipaia, figuram entre os títulos com chance real de indicação, enquanto o curta “Amarela” mantém o Brasil vivo na disputa de curta-metragem.
Veja os trailers de “Apocalipse nos Trópicos”, “Yanuni” e “Amarela”:
A presença desses títulos se apoia, em parte, no fato de terem figurado nas pré-listas divulgadas pela Academia em dezembro, quando 15 obras foram selecionadas em cada categoria. Entre elas, “Apocalipse nos trópicos” é visto como o documentário brasileiro mais forte na corrida final.
A cerimônia do Oscar 2026 será realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos, com apresentação novamente do comediante Conan O’Brien, e ficará marcada também pela introdução da nova categoria de melhor direção de elenco, a primeira criada desde 2002.