Os países que rejeitaram convite para o “Conselho de Paz” de Trump

Atualizado em 22 de janeiro de 2026 às 16:26
Trump exibe tratado de paz de Gaza. Foto: Fabrice Coffrini/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou nesta quinta (22), em Davos, a criação do chamado “Conselho de Paz”. Apesar do envio de dezenas de convites, parte dos países convidados recusou a participação ou decidiu adiar uma resposta, mesmo entre aliados históricos de Washington.

As principais resistências giram em torno de questionamentos jurídicos e políticos. Alguns governos apontaram possível conflito entre o conselho e a Carta da Organização das Nações Unidas, além de preocupação com a composição do grupo, que inclui o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

A França foi uma das vozes mais críticas. O governo francês avaliou que a carta constitutiva do Conselho de Paz não corresponde a uma resolução da ONU para tratar da guerra na Faixa de Gaza, tema que, inicialmente, seria o foco central da iniciativa anunciada por Trump.

Cerimônia de lançamento do “Conselho de Paz” de Trump em Davos, na Suíça. Foto: Markus Schreiber/AP

Até o momento, recusaram formalmente o convite Noruega, Suécia, Eslovênia e França. Esses países indicaram desconforto com o formato do conselho e com a ausência de respaldo multilateral mais amplo, especialmente no âmbito das Nações Unidas.

O Brasil optou por postergar uma decisão. Segundo a CNN Brasil, membros do governo dizem que não há pressa para responder ao convite, e que o Planalto segue avaliando os custos diplomáticos e políticos de uma eventual adesão ao grupo liderado pelos Estados Unidos.

Durante a cerimônia de lançamento, Trump afirmou que o Conselho de Paz funciona “maravilhosamente bem” e reúne um “ótimo grupo de pessoas”. Entre os países que aceitaram o convite estão Argentina, Arábia Saudita, Catar, Egito e Israel, além de outros governos que ainda não detalharam o nível de participação.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.