Caso do Banco Master pode sair do STF; entenda o motivo

Atualizado em 22 de janeiro de 2026 às 19:40
O deputado federal bolsonarista João Carlos Bacelar (PL-BA). Foto: Agência Câmara

A Polícia Federal avalia que não há indícios técnicos suficientes para manter o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) como foco das investigações do chamado caso Master. Segundo apuração divulgada nesta quinta-feira (22), a corporação entende que o parlamentar deixou de ser central no inquérito. Com informações da Band.

De acordo com a PF, as menções ao nome de Bacelar nos autos são classificadas como “mínimas” e não sustentariam, neste momento, a permanência do processo sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal.

O inquérito chegou ao STF no início das apurações após a identificação de documentos que mencionavam o deputado. Por envolver um parlamentar com foro por prerrogativa de função, a investigação foi encaminhada ao gabinete do ministro Dias Toffoli.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Foto: Rosinei Coutinho/STF

Com o avanço das diligências e a análise do material apreendido, a PF passou a considerar que a presença do nome do deputado não apresenta densidade suficiente para justificar a supervisão do STF sobre o conjunto da apuração.

A avaliação da corporação abre caminho para a possibilidade de declínio de competência. Caso Toffoli concorde com a conclusão dos investigadores, o inquérito poderá ser remetido à primeira instância ou desmembrado, conforme os alvos remanescentes.

O caso Master apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master, incluindo suspeitas de crimes financeiros. Segundo a PF, a investigação segue em andamento, agora concentrada nos alvos que permanecem como centrais na apuração.