
A última pesquisa Atlas para presidente simula vários cenários, com candidatos do bolsonarismo assumido ao bolsonarismo dissimulado, que podem enfrentar Lula esse ano.
Lula vence todos no primeiro e no segundo turno. Além de Flávio, Michelle e Tarcísio, a pesquisa inclui candidatos pangarés, como Zema, Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite.
Todos têm performances sofríveis, mas nenhum deles supera Leite como desastre. Ratinho aparece em três cenários como candidato do PSD de Kassab e obtém como melhor desempenho um índice de 3,9%.
Numa simulação com Michelle como candidata do fascismo, o Atlas tirou Ratinho e o substituiu por Leite como candidato do PSD. O gaúcho bolsonarista arrependido, que apoiou Bolsonaro e dele teve apoio em seu primeiro governo no Rio Grande do Sul, obtém um resultado lamentável.
Leite fica com 1,7%. Caiado chega a 11,5% e Renan tem 3,9%, mais do que o dobro do alcançado pelo gaúcho. Mas quem é Renan, assim apresentado, pelo primeiro nome, na pesquisa do Atlas?

É Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos fundadores do MBL e pré-candidato do Partido Missão, recém criado pela turma de Kataguiri.
Ninguém sabe direito quem é Renan e muitos não sabem nem mesmo que o partido dele existe. Mas Renan é mais candidato, como nome da extrema direita, do que Eduardo Leite como figura do que seria uma direita alternativa.
Em pesquisas de 2022 e em amostragens anteriores, para 2026, Leite chegou em alguns momentos a marcar algo próximo de 3%, quando ainda era do PSDB. Reduziu seu alcance à metade do que já havia conseguido.
O ex-tucano, que ajudou a acabar com o PSDB, é de novo um fracasso, mesmo estando hoje no poderoso PSD.