Jatinho usado por Toffoli para jogo do Palmeiras em Lima esteve em resort ligado a ministro

Atualizado em 23 de janeiro de 2026 às 10:56
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Foto: Rosinei Coutinho/STF

A mesma aeronave que levou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para a final da Libertadores de 2025, em Lima, no Peru, também esteve no ano passado na região de Ribeirão Claro (PR), onde fica o resort Tayayá, empreendimento do qual parentes do magistrado foram sócios. Com informações do Globo.

Registros de voos indicam que a aeronave realizou trechos entre Ourinhos (SP) e Brasília nos meses de março e agosto. Ourinhos é o aeroporto mais próximo de Ribeirão Claro, município localizado a cerca de 40 quilômetros do resort.

Nas mesmas datas, houve pagamento de diárias pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), de São Paulo, para seguranças acompanharem um ministro do STF em Ribeirão Claro. As informações constam em registros administrativos do Judiciário analisados na apuração.

A aeronave está registrada em nome de uma empresa do ex-senador Luiz Osvaldo Pastore, apontado como proprietário do jatinho que levou Toffoli à final da Libertadores. Procurado, Pastore não se manifestou sobre os voos.

Ex-senador, Luiz Osvaldo Pastore(MDB) é o dono da aeronave que levou Toffoli para Lima, no Peru. Foto: Divulgação

Em nota, o STF afirmou que a atuação das equipes de segurança tem como finalidade “garantir a autonomia e a imparcialidade dos ministros”, e informou que os magistrados “são alvos recorrentes de ameaças, materializadas por e-mails, publicações em redes sociais, tentativas de invasão das dependências do Tribunal e outras ações criminosas”.

O resort Tayayá aparece no contexto das investigações envolvendo o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Toffoli atua como relator do caso no STF. A Corte declarou que a segurança institucional é realizada “nos termos da legislação vigente”.