
O diretor da Escola Estadual Cívico-Militar 13 de Maio, do município de Porto Alegre do Norte (MT), foi afastado de suas funções no final da semana passada, após denúncia de que estaria oferecendo transferências via pix para alunas que lhe enviassem fotos íntimas.
Um boletim de ocorrência foi lavrado por uma estudante no final do ano passado. Ela conta que mantinha contato com o diretor desde o mês de julho, por meio de mensagens, que inicialmente não apresentavam qualquer conotação pessoal ou inadequada.
Com o tempo, porém, as coisas foram mudando. Conforme consta no B.O., o diretor (que é formado em pedagogia e já atuou em projetos de ensino dentro do sistema carcerário matogrossense) passou a pedir fotos íntimas da aluna, que tem 17 anos, em troca de transferências via pix com valores variáveis para a conta bancária da adolescente.
Sempre conforme o boletim de ocorrência, o diretor demonstrava irritação quando a estudante se recusava a atender às solicitações.

Diretor teria usado programa Pé-de-Meia para obter favores e fotos
Em outro episódio mencionado na denúncia, o diretor teria tentado convencer a aluna a ir junto com ele até uma agência bancária em Confresa (município vizinho a Porto Alegre do Norte, a cerca de 1.000 km da capital Cuiabá) para tratar de pendências relacionadas ao programa federal Pé-de-Meia, que concede incentivo financeiro-educacional a estudantes do ensino médio na rede pública de ensino.
O diretor teria dito que, para liberar o benefício da estudante, os dois teriam que ir até a agência bancária. Teria afirmado, ainda, que outros alunos também tomariam parte na viagem.
Na data acertada, a mãe da adolescente decidiu seguir a filha na viagem, e acabou por constatar que apenas ela fora levada, sem a presença de outros alunos. Foi quando a decisão de ir à polícia foi tomada pela família.
O DCM tentou contato com o diretor da Escola 13 de Maio ao longo desta sexta-feira (23), mas não obteve sucesso. Por causa disso, não irá publicar seu nome, uma vez que a Polícia Civil de Mato Grosso tem uma investigação aberta e não conclusa em curso.
Já a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso se manifestou por meio de nota, em que informa, entre outras coisas, que a aluna que teria sido vítima do assédio foi transferida para outra unidade de ensino, sem dizer qual. A pasta afirma também que o diretor está afastado de suas funções pelo tempo que durarem as investigações. Leia, abaixo, a íntegra do comunicado.
