
As investigações internacionais envolvendo os negócios de Daniel Vorcaro ganharam novos desdobramentos em 2025, com a atuação direta de autoridades dos Estados Unidos. Pelo menos dois ex-parceiros do empresário em operações ligadas ao Banco Master tiveram encontros com agentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ao longo do ano passado. Com informações da Veja.
Segundo interlocutores próximos desses ex-sócios, representantes do governo americano chegaram a realizar reuniões presenciais em São Paulo para aprofundar a coleta de informações sobre os negócios de Vorcaro. As conversas envolveram possíveis “colaboradores”, termo usado nos bastidores para se referir a pessoas dispostas a compartilhar dados e documentos sobre as operações investigadas.
Fontes que acompanham o caso afirmam que o Banco Master é objeto de pelo menos duas apurações em curso conduzidas pelo FBI. As investigações analisam transações financeiras e estruturas empresariais associadas ao banco, que foi liquidado no Brasil após intervenção das autoridades monetárias.
No início de 2025, a situação avançou no Judiciário americano. Um juiz do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida reconheceu oficialmente a liquidação do Banco Master nos Estados Unidos, passo considerado decisivo para dar validade às medidas adotadas no Brasil em território estrangeiro.

O pedido de reconhecimento da liquidação no exterior foi apresentado pela EFB Regimes Especiais de Empresas, empresa nomeada pelo Banco Central para conduzir o processo de encerramento das atividades do banco. A solicitação teve como base a legislação americana que permite o reconhecimento de falências decretadas em outros países.
Com a decisão judicial, a Justiça dos Estados Unidos também determinou o bloqueio dos ativos do Banco Master no país. A medida busca impedir a movimentação de recursos enquanto as investigações seguem em andamento, preservando valores que possam ser usados para ressarcimento de credores ou para fins judiciais.
A atuação das autoridades americanas amplia o alcance internacional do caso e adiciona uma nova camada de pressão sobre os envolvidos. Nos bastidores, a avaliação é de que a cooperação entre investigadores brasileiros e americanos tende a se intensificar à medida que as apurações avançam.