
Lideranças do Centrão em São Paulo reagiram com resistência ao chamado “plano B” articulado por Eduardo Bolsonaro para a disputa ao Senado em 2026. Impedido de concorrer por estar nos Estados Unidos, o deputado passou a defender a candidatura do estadual Gil Diniz, conhecido como “Carteiro Reaça”, para ocupar uma das vagas. Com informações do Metrópoles.
Segundo interlocutores do bloco, o nome sugerido enfrenta objeções por ser visto como excessivamente ideológico. A avaliação é de que a chapa ao Senado precisaria ampliar pontes com o eleitorado e reduzir rejeições, sobretudo num cenário em que o outro candidato cotado é o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite.
Eduardo Bolsonaro tem reforçado publicamente a lealdade de Gil Diniz, compartilhando postagens nas redes sociais em que o parlamentar defende o ex-presidente Jair Bolsonaro e reproduz vídeos do próprio Eduardo. Nos bastidores, porém, a movimentação não empolgou dirigentes do Centrão, que defendem um perfil considerado menos radical.
Entre as alternativas citadas por caciques do grupo está a deputada federal Rosana Valle, vista como aliada próxima da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e com trajetória avaliada como mais moderada dentro do PL.

Rosana chegou a ser cogitada, em 2022, como possível vice na chapa de Tarcísio de Freitas ao governo paulista, o que reforça sua aceitação entre setores que buscam uma composição mais ampla para 2026.
A reação fria ao plano de Eduardo evidencia a disputa interna sobre o desenho da chapa bolsonarista em São Paulo e indica que o Centrão tende a pressionar por nomes com maior capacidade de diálogo. A definição deve avançar conforme se afunila o calendário eleitoral e se consolidam as alianças no estado.