
Neste domingo (25), o deputado federal Nikolas Ferreira discursou na Praça do Cruzeiro, em Brasília, ao fim da passeata golpista que promoveu desde a última quinta-feira (22). O ato marcou o encerramento da mobilização iniciada em Minas Gerais.
Durante a fala, Nikolas fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que o país não teme a atuação do magistrado. O discurso ocorreu sob forte chuva na capital federal.
Do alto de um carro de som, o parlamentar disse que havia perdido a expectativa de ver novas manifestações em Brasília, mas declarou ter recuperado a confiança após a adesão ao movimento. Segundo ele, a caminhada foi a maior já realizada no país nesse formato.
Nikolas afirmou que a mobilização não tinha como objetivo a tomada do poder, mas a reafirmação de quem o exerce. Pediu que os participantes não seguissem até a Esplanada dos Ministérios e que o ato fosse encerrado na própria praça, o que ocorreu após uma oração coletiva. No discurso, também atacou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem chamou de “golpista”.
Na véspera do ato, o Gabinete de Segurança Institucional cercou o Palácio do Planalto com grades, diante de preocupações com a segurança. A manifestação terminou sem a presença de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O ato foi marcado por um incidente causado pela queda de um raio, que atingiu uma estrutura metálica montada na praça. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, e 13 precisaram ser encaminhadas a hospitais de Brasília.
A chamada Caminhada pela Liberdade começou na segunda-feira (19), em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais. O percurso teve cerca de 240 quilômetros até a capital federal, com atos e concentrações ao longo do trajeto.
Na concentração final, Nikolas afirmou que a mobilização teve como objetivo divulgar denúncias envolvendo autoridades e cobrar mudanças no país. Ele também confirmou que utilizou colete à prova de balas durante o percurso, após relatar ameaças à própria segurança, segundo orientação da Polícia Legislativa Federal.
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