
O Partido dos Trabalhadores criticou neste domingo (25) a caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a direção nacional da legenda do presidente Lula, a mobilização teve alcance restrito, caráter midiático e expôs apoiadores a riscos desnecessários, especialmente devido à alta incidência de raios em Brasília.
O ato percorreu cerca de 240 quilômetros ao longo da última semana e foi encerrado neste domingo. Em declaração à coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a manifestação reuniu apenas grupos extremistas e defensores da anistia para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
“Caminhada que só mobilizou extremistas e fundamentalistas, defensores da anistia para criminosos e impunidade para bandido. A pauta da caminhada não dialoga com o Brasil real, com o Brasil de fato. Qual foi a proposta defendida nessa ação midiática que não fosse defender eles próprios?”, questionou o dirigente.

Valadares também acusou o parlamentar do PL de agir com irresponsabilidade ao manter o evento apesar dos alertas de autoridades ambientais e de segurança sobre os riscos climáticos na região. Segundo ele, o Centro-Oeste registra alta incidência de descargas elétricas nesta época do ano.
“Ainda vale chamar atenção para o grau de irresponsabilidade do deputado do PL: o Centro-Oeste é uma região com muita incidência de raios e, contrariando todos os apelos das autoridades ambientais e de segurança, ele não adiou o evento. Resultado: mais de 50 feridos leve e gravemente”, declarou.
De acordo com o PT, os casos de ferimentos ao longo do trajeto são consequência direta da decisão de manter a mobilização sem alterações no cronograma. Para a legenda, o episódio evidencia diferenças entre os projetos políticos em disputa.
Enquanto o governo Lula defende responsabilidade institucional, segurança coletiva e diálogo com as demandas concretas da população, ações como a caminhada liderada por Nikolas Ferreira são vistas pelo partido como desconectadas do Brasil real e voltadas mais à autopromoção do que ao interesse público.