STF ouve nesta terça-feira nomes ligados ao Banco Master e ao BRB

Atualizado em 27 de janeiro de 2026 às 7:18
Sedes dos bancos Master e BRB. Foto: Reprodução

Nomes ligados ao Banco Master e ao Banco Regional de Brasília (BRB) prestam depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (27), no avanço da investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro. As oitivas fazem parte da apuração conduzida pela Polícia Federal (PF).

Na segunda-feira (26), a PF ouviu Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo financeiro e de administração do BRB. Já Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master, compareceu ao STF, mas optou por permanecer em silêncio durante todo o depoimento.

Depoimentos previstos para esta terça

Para esta terça-feira, está prevista a oitiva presencial de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, ex-diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição.

A PF também espera colher, de forma remota, o depoimento de Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master.

Ainda na segunda-feira, dois executivos da Tirreno, empresa investigada no esquema, não compareceram ao STF. Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia tiveram os depoimentos adiados após a defesa alegar falta de tempo hábil para análise do processo e preparação para os questionamentos da delegada responsável.

Investigação, prazo e tensão institucional

Os depoimentos estão concentrados em apenas dois dias após decisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso, que reduziu o prazo solicitado pela Polícia Federal. A medida ampliou o desgaste institucional entre o STF e a corporação, já que o magistrado tem demonstrado desconfiança em relação à condução das investigações.

A PF tem prazo de até 60 dias para concluir o inquérito e apresentar relatório com as provas reunidas e eventuais indiciamentos, caso não haja pedido de prorrogação.

Nos bastidores, Toffoli avalia a possibilidade de devolver o caso à primeira instância, onde o processo tramitava até o fim do ano passado, antes de chegar ao Supremo por causa do foro privilegiado de um dos investigados.

Desde dezembro, decisões relacionadas ao caso têm provocado incômodo tanto na Polícia Federal quanto entre ministros do STF, que discutem internamente formas de conter novos desgastes à imagem da Corte.

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução