
O ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, aconselhou que os torcedores evitem viajar aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo — que será co-organizada pelos EUA, México e Canadá — citando preocupações relacionadas à segurança e à situação política no país anfitrião.
Em uma postagem nas redes sociais, Blatter apoiou o posicionamento do advogado suíço anti-corrupção Mark Pieth, que em entrevista à imprensa disse que as turbas recentes, a marginalização de opositores políticos e “abusos por parte dos serviços de imigração” dificultam qualquer incentivo para que os torcedores visitem os Estados Unidos.
“Para os torcedores, há apenas um conselho: evitem os Estados Unidos!”, disse Blatter ao repetir o comentário de Pieth. “Acho que Mark Pieth está certo ao questionar esta Copa do Mundo.”
«Pour les fans, je n'ai qu'un seul conseil : restez loin des États-Unis !», déclare Mark Pieth. Je pense qu'il a raison de remettre en question cette Coupe du monde. #MarkPieth #GianniInfantino #DonaldTrump #FIFAWorldCup2026 #USA
— Joseph S Blatter (@SeppBlatter) January 26, 2026
Pieth citou como motivo para a recomendação eventos como a morte da manifestante Renee Good por um agente de imigração em Minnesota, no início de janeiro, e a morte de outro cidadão americano, Alex Pretti, durante confrontos recentes.
A declaração de Blatter coloca mais peso internacional sobre uma discussão crescente no futebol global sobre a adequação dos Estados Unidos como sede de um torneio tão importante em meio a tensões internas e políticas migratórias rígidas.
Autoridades de alguns países e líderes esportivos já vinham levantando dúvidas sobre a segurança e o ambiente político do país anfitrião do torneio, que está programado para acontecer de 11 de junho a 19 de julho de 2026.
A recomendação de Blatter ocorre em um contexto em que outros membros do futebol internacional, como dirigentes europeus, também debatem seriamente a possibilidade de boicote ou reconsideração da participação dos torcedores.