Delegado bolsonarista de SC fatura e adota cão que sobreviveu a ataque

Atualizado em 27 de janeiro de 2026 às 9:43
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, e o vira-lata Caramelo. Foto: Reprodução

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, adotou um cachorro que sobreviveu a uma tentativa de afogamento na Praia Brava, no Litoral Norte do estado. O animal, um vira-lata caramelo, teria sido levado ao mar por um grupo de adolescentes suspeitos de maus-tratos contra animais.

O cão conseguiu escapar da agressão, foi localizado posteriormente e, após avaliação, apresentava boas condições de saúde. Ele foi adotado pelo bolsonarista na última quarta-feira (20) e recebeu o nome de Caramelo.

Os mesmos adolescentes são suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário conhecido como Orelha, que foi brutalmente espancado a pauladas. O caso veio à tona em 16 de janeiro, após moradores relatarem o desaparecimento do animal.

Dias depois, uma das pessoas que cuidavam de Orelha o encontrou caído e agonizando durante uma caminhada. O cão foi levado a uma clínica veterinária, mas, diante da gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. O caso segue sob investigação.

Em meio à repercussão do caso envolvendo Orelha, Ulisses Gabriel publicou diversas fotos em seu perfil no Instagram ao lado do vira-lata Caramelo.

Suspeita de coação

Além dos maus-tratos, a Polícia Civil identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação durante o processo que investiga a morte do cão comunitário Orelha.

Os investigados são familiares dos quatro adolescentes apontados como autores dos atos infracionais de maus-tratos contra o animal. Os nomes não foram divulgados.

“A Justiça será feita independentemente de quem sejam os autores dessa ação criminosa, triste e lamentável, contra esses animais”, afirmou o delegado.

O cão comunitário Orelha. Foto: Divulgação