Quem é o líder da patrulha fronteiriça dos EUA afastado por promover símbolos nazistas

Atualizado em 27 de janeiro de 2026 às 13:27
Gregory Bovino, ex-comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos. Foto: Divulgação

Os conflitos recentes envolvendo operações federais de imigração nos Estados Unidos colocaram sob os holofotes o nome de Gregory Bovino. Chefe regional da Patrulha de Fronteira, ele ganhou projeção nacional ao comandar ações duras em centros urbanos, frequentemente em choque com autoridades locais, governadores e prefeitos que rejeitam a atuação direta de agentes federais fora da zona de fronteira.

Com carreira iniciada na década de 1990, Bovino construiu sua reputação dentro da lógica do endurecimento migratório. Sob o atual governo dos Estados Unidos, passou a ser visto como um operador político da segurança, liderando intervenções em cidades como Minneapolis e adotando um discurso de confronto aberto com administrações estaduais. Organizações de direitos civis apontam que suas operações ampliaram a tensão social e contribuíram para episódios de violência.

A imagem pública de Bovino se deteriorou ainda mais após ele aparecer em ações oficiais usando um sobretudo verde-oliva, de corte rígido, comparado por veículos da imprensa internacional e por analistas a uniformes associados ao nazismo. A associação não partiu de declarações explícitas do agente, mas da estética e da postura adotadas em meio a operações marcadas por demonstrações de força e retórica autoritária, o que gerou forte reação pública e protestos.

Diante da repercussão, Bovino foi afastado do comando em Minneapolis e deslocado para outra função. O episódio consolidou sua figura como símbolo de uma política migratória baseada no choque, na militarização do espaço urbano e em referências visuais que evocam regimes autoritários, aprofundando o debate sobre os limites da atuação federal e o uso político da segurança nos Estados Unidos.

Jose Cassio
JC é jornalista com formação política pela Escola de Governo de São Paulo